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Receita do SeaWorld cai 95% e há esperança de fechamento definitivo

Receita do SeaWorld cai 95% e há esperança de fechamento definitivo
Pixabay

A receita do SeaWorld registrou uma queda de 95% em relação ao ano anterior e ativistas em defesa dos direitos animais temem pela qualidade dos cuidados prestados aos animais e acreditam que há possibilidade que o parque aquático finalmente feche as portas. A dúvida maior é sobre o futuro das orcas, golfinhos e belugas explorados pelo SeaWorld.

Em março, a empresa fechou todos os seus parques devido à pandemia de Covid-19. Os parques Aquatica e SeaWorld no Texas e na Flórida reabriram em junho com capacidade limitada e uma lista reduzida de eventos. O SeaWorld espera que o lucro da empresa seja recuperado no último trimestre de 2020, mas empresas especializadas acreditam que isso não ocorrerá.

A ações do SeaWorld caíram mais de 50% em 2020. Nos últimos anos, o parque perdeu o convênio com várias empresas de turismo, incluiu a britânica Thomas Cook. Além da irresponsabilidade abrir o parque da Flórida, um dos locais com maior concentração de casos de Covid-19 dos Estados Unidos, a empresa também sofre com a má reputação causada pelo documentário Blackfish.

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O longa denunciou uma série de práticas abusivas e os transtornos físicos e psicológicos que as orcas sofrem nos parques do SeaWorld. Para acalmar a opinião pública, a empresa tomou medidas paliativas como proibir que treinadores surfem nos animais ou fiquem em pé nos narizes das baleias durante performances. Os parques também implementaram programas educacionais que segundo ONGs e ativistas tem como única função o desserviço de banalizar e normatizar o sofrimento dos animais.

Danny Groves, gerente de comunicações da Conservação de Baleias e Golfinhos (WDC), aponta que o cativeiro traz grandes danos para mamíferos marinhos. “Sequestrado, aprisionado e forçado a atuar, um tanque é uma cela de prisão inexpressiva. Só podemos imaginar como deve ser preso em um tanque pequeno quando, na natureza, eles estão acostumados a viajar cerca de 160 quilômetros por dia”, disse.

E completa: “À medida que o público se torna cada vez mais consciente dos fatos científicos que envolvem uma vida em cativeiro, eles apreciam que baleias e golfinhos sencientes, socialmente complexos e altamente móveis simplesmente não se saem bem quando confinados a um tanque de concreto apenas para nosso entretenimento”, concluiu o ativista.