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No 'The Voice', IZA celebra representatividade da mulher negra: 'Me sinto lisonjeada'

No 'The Voice', IZA celebra representatividade da mulher negra: 'Me sinto lisonjeada'
    Reprodução/Instagram

Única representante feminina no time de técnicos do ‘The Voice Brasil’, IZA tem abrilhantado as noites de terça e quinta-feira na Globo. Apesar de sem contato físico - incluindo os abraços -, a nona temporada, que acaba de estrear na emissora, já ganhou o carinho do público e da cantora. “As expectativas estão muito grandes. Tem sido de um jeito diferente, mas estou muito feliz de poder levar mais esse entretenimento ao público. Os candidatos estão ótimos e tenho certeza que será uma temporada linda”, destaca IZA. As informações são do O Dia.

Consciente da pandemia, a cantora carioca defende a importância de participar de um programa de entretenimento em um período de crise. “Acho que ficou claro como a arte tem ajudado as pessoas a seguirem em meio a tanto caos. Tem muitas pessoas sofrendo com essa pandemia. Ela tem afetado cruelmente, emocional, financeira e mentalmente muita gente. Levar um pouco de alegria e respiro para as pessoas é uma forma de aliviar um pouco o que todo mundo está vivendo”, argumenta.

Dilemas do isolamento

E, por falar em pandemia, IZA conta que já tinha decidido dar uma pausa na carreira. Mas os planos de como aproveitar o tempo livre tiveram que esperar. “Em dezembro do ano passado, eu já tinha decidido parar em abril, maio e junho. Não estava preparada para ficar trancada em casa longe da minha família, mas estava preparada para ficar mais em casa. A pandemia me afetou na saudade. Tenho morrido de saudade dos meus familiares. Eu trabalhava muito, deixei para esse momento encontrar todo mundo e não consegui rever as pessoas que eu amo tanto”, desabafa a cantora que perdeu duas pessoas da família para a covid-19.

Mas, apesar das dores, IZA conta que conseguiu ser produtiva no período. “No começo não lidei bem com o isolamento, acho que todo mundo ficou apreensivo com a incerteza. Depois comecei a produzir músicas, desenhei bastante, coisa que não fazia há tempos. Li vários livros, assisti séries e curti meu marido. Tem sido um aprendizado e uma das coisas que aprendi foi a não romantizar a quarentena. Não é todo mundo que tem a oportunidade de viver a quarentena em casa”, pondera.

Identificação e representatividade

Além de concorrer ao Prêmio Multishow 2020 na categoria ‘Cantora do Ano’, acaba de receber o título de ‘Mulher do Ano’, da revista Glamour. As indicações e conquistas são celebradas pela cantora. “Eu me senti muito grata em receber esse prêmio este ano. Estamos vivendo um ano em que as mulheres, principalmente nós, negras, têm sofrido muito. Estou feliz demais em poder representá-las e muito orgulhosa também”, comemora.

Aliás, a presença de IZA em premiações e até mesmo no ‘The Voice’ já é considerada uma conquista. Para a cantora, é muito importante que meninas - assim como ela foi um dia - se vejam valorizadas e representadas em espaços de grande visibilidade. “Eu sempre disse que lembro a menina que fui quando era mais nova e sei como é importante me ver nos lugares, me sentir representada, ter uma mulher forte me dizendo todos os dias que eu posso e que ‘quem sabe sou eu’. Então, me sinto lisonjeada de estar nessa posição. Quando as pessoas me procuram para falar que se inspiram em mim, é um combustível muito forte e potente. Só estimula a seguir meu caminho”, celebra.