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Carros | Tesla Model Y: como é dirigir o SUV que muda o que sabemos sobre carros

Carros | Tesla Model Y: como é dirigir o SUV que muda o que sabemos sobre carros

Quem aqui sonha em dirigir um SUV da Tesla? Eu sonhava. Um esportivo que não emite um ronco. Um carro fácil de guiar, baixo para as lombadas e suave nas manobras.

De suspensão firme, escolha o modo de condução e curta o supertecnológico que praticamente não tem um botão na cabine. A chave é um cartão tipo tarjeta de entrada na porta do quarto de um hotel. Basta estar presente e o carro será ligado. Foi embora, saiu dele, desliga sozinho.

É assim que podemos definir rapidamente o Tesla Model Y que testamos no Recife. O carro é pura inovação. Entretanto, antes de pagar na faixa dos R$ 700 mil pelo veículo, é preciso repensar tudo que aprendemos sobre a condução de um automóvel. Nada é igual a um Tesla. Acredite.

A começar pelo seu visual. Apesar da simplicidade do desenho, as linhas arredondadas do Model Y são hipnotizantes. Maçanetas embutidas, câmeras escondidas e sensores por todos os lados.

O Tesla de teto panorâmico é feito para impressionar e registrar tudo a sua volta. As câmeras são vigilantes e o crossover do Model 3, carro mais vendido da marca, é o máximo. A performance também tem rodas de liga leve de 19 polegadas.

Mas preciso contar da Long Range, que não vejo necessidade, mas ela oferta autonomia de 505 km (graças a uma bateria de 75 kWh) e um motor em cada eixo (potência aproximada de 350 cv).

Mas quer saber? Nada impressiona mais do que o interior do Model Y. Aqui vale o sentimento de "ame ou odeie". Não tem meio-termo. É o total desapego a praticamente tudo que estamos conquistando com a tecnologia atual. Painel digital ou 3D, botão de partida, freio de mão eletrônico? Esqueça tudo isso. Dentro de um Model Y tudo se resume a uma tela de 19 polegadas sensível ao toque. Uma Big tela.

Tesla Model Y - Jorge Moraes/UOL
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Esse tablet pendurado no console central é o cérebro do carro. Para ligar o veículo basta entrar nele com a chave em formato de cartão. Para desligar, basta sair. Os demais comandos (todos) estão concentrados na tela.

Até mesmo para direcionar a saída do ar-condicionado você tem que usar o tablet. As funções dele são muitas. Experimente abrir e fechar a mala ou direcionar a cortina de ar. Tem mais: desde a direção autônoma até a joguinhos eletrônicos de alta definição para passar o tempo em uma espera no estacionamento.

Só torça para que essa bendita e mágica tela não dê problema, pois sem ela você não fará nada dentro de um Tesla Model Y. Sabe a parte do corpo vital ao homem? O coração do 100% elétrico de autonomia na base dos 400 km.

Se o tablet é o coração do Model Y, podemos dizer que o Tesla tem dois corações. São dois motores elétricos nos eixos que entregam 462 cv de potência e incríveis 64 kgfm de toque instantâneos. Com essa patada na aceleração, o elétrico chega aos 100 km/h em apenas 3,7 segundos e a tração é traseira.

A autonomia passa dos 400 km. Depois, é só recarregar as baterias e seguir na diversão. Recomendo uma estação para a recarga e uma cadeira ao lado para ficar olhando e criar intimidade com o design, meio esquisito na frente, mas implacável atrás.

* Agradecimento à JBS Motors e Paito Motors