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Carros | Por que SUVs de sete lugares são a nova moda do mercado? Entenda o fenômeno

Carros | Por que SUVs de sete lugares são a nova moda do mercado? Entenda o fenômeno

Segundo uma pesquisa da ONU (Organização das Nações Unidas) e dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a média de filhos hoje é de menos de dois no Brasil, 1,77 para ser mais exato, enquanto no restante da América Latina varia entre 2 e 2,5.

Enquanto as famílias encolhem, os SUVs crescem. A nova moda são os modelos de sete lugares que têm seus representantes já instalados no País, mas ganharão companhia nos próximos anos. Mas como explicar esse fenômeno que vai se formando no mercado?

Exemplos dessa moda, o Tiggo 8 foi o segundo SUV médio mais vendido de março, enquanto o VW Tiguan AllSpace, no período que tinha três versões no mercado (uma de cinco e duas de sete lugares) sempre teve a maior das vendas concentradas nas versões de sete lugares.

O resultado desse crescimento, dessa mudança no mercado, é mais aspiracional do que realmente por uma questão de necessidade, explica Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK Automotive. "O cliente que está atrás do SUV de sete lugares, ele trabalha com a possibilidade de precisar dos assentos extras".

Ele recorda que uma parte desse cliente realmente tem a necessidade. "Se você tem dois bebês, sabe que uma terceira pessoa não consegue sentar entre as cadeirinhas e aí, para esse cliente, o posto extra se torna útil. Mas para a maioria é sempre pela possibilidade de precisar", completa.

Marcelo Braga, diretor de marketing do grupo Caoa, dá o exemplo da "família adicional". O cliente que busca um SUV de sete lugares, geralmente a família é composta de quatro pessoas, mas às vezes são os filhos adolescentes com namorados, ou são os filhos pequenos e os avós". São as pessoas que não fazem parte do núcleo duro da família.

Garbossa pontua que, na maior parte do tempo, o cliente do SUV de sete lugares é pego pelo espaço extra para carga. "Como o produto de sete lugares é, geralmente, uma versão prolongada de um de cinco, a capacidade porta-malas é maior, garantindo maior conforto para quem viaja muito".

Valor agregado

Em termos de mercado, o SUV por si só já tem um valor agregado maior do que seus equivalentes sedãs, peruas ou, em outros tempos, minivans. "As pessoas estão dispostas a pagar mais um SUV, então, nesse sentido não há muita diferença em relação ao modelo de cinco ou sete lugares", diz uma fonte ligada ao mercado.

"A diferença de valor entre eles os modelos de cinco ou sete lugares acaba ficando associado as alterações que foram feitas e as melhorias necessárias, como saídas de ar-condicionado extra, os bancos e etc.", completa.

A mudança, claro, pode gerar mais custos se houver mudança de mecânica em relação ao modelo menor. Como exemplos, havia o Tiguan 1.4 turbo de entrada e a versão R-Line (única à venda no País ainda) com o 2.0 turbo; ou o caso dos Caoa Chery Tiggo 7 e Tiggo 8, no qual o primeiro usa um 1.5 turbo e flexível e o segundo tem um 1.6 turbo a gasolina mais potente.

Próximas novidades de sete lugares

Ainda este ano, a Jeep irá apresentar seu SUV de sete lugares, o Commander. Ele será produzido em Goiana (PE) ao lado de Renegade, Compass e Fiat Toro, sobre a mesma plataforma dos três.

A Hyundai mostrou na Índia o Alcazar, versão de sete lugares do novo Creta. O modelo deve desembarcar por aqui em 2022, enquanto a Renault decide se segue em frente com o projeto de sete lugares do Duster, que já teve até conceito apresentado, o Bigster.

A Caoa Chery terá o sete lugares VX 400T da sua marca de luxo, a Exeed, para 2022, enquanto a Kia trará a nova geração do Sorento ao País, ainda que ofereça a geração anterior, por enquanto, no site da companhia.