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Pesticida à base de nicotina afeta o sono das abelhas, diz estudo

Pesticida à base de nicotina afeta o sono das abelhas, diz estudo

Resumindo a Notícia

  • Estudo mostra que inseticida afeta relógio biológico das abelhas
  • Essas alterações podem afetar a sobrevivência desses insetos
  • O produto químico usado é o neonicotinoide, à base de nicotina
  • As abelhas têm o sistema nervoso afetado por este inseticida

Não é novidade que os humanos podem apresentar problemas relacionados ao sono, mas um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, revelou que as abelhas também vêm apresentando este tipo de complicação.

Segundo os cientistas, as abelhas estão sendo expostas a um inseticida usado para proteger as plantações dos insetos e, por isso, são mantidas acordadas à noite, o que está reduzindo a taxa de sobrevivência delas.

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O produto químico em questão é o neonicotinoide, inseticida à base de nicotina, e o mais usado no mundo. Ele tem o poder de atrapalhar o relógio biológico dos insetos, conhecido também como ciclo circadiano, que regula, entre outras coisas, a noção de tempo e o período de sono dos animais.

“Se um inseto for exposto a uma quantidade semelhante à que poderia ocorrer em uma fazenda onde o pesticida tivesse sido aplicado, ele dorme menos e seus ritmos comportamentais diários ficam fora de sincronia com o ciclo normal de 24 horas”, destacou Kiah Tasman, uma das autoras do artigo, ao jornal britânico Daily Mail.

De acordo com os pesquisadores, as abelhas têm um ciclo circadiano parecido com o dos humanos, dormindo de 5 a 8 horas por dia. Logo, por conta da falta de luz, elas também têm tendência a descansar mais no período noturno, dado que à noite elas possuem mais dificuldade de participar do processo de polinização.

Com a influência dos inseticidas, as abelhas ficaram mais propensas a procurar alimentos durante a noite, quando essa atividade é mais difícil para elas, fazendo com que os insetos fiquem mais lentos ao longo do dia.

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Estudos anteriores também constataram que a utilização destes produtos pode afetar a capacidade de comunicação entre as abelhas, fazendo com que algumas delas se percam no caminho de volta à colmeia depois de explorar canteiros de flores.

O uso do neonicotinóide vem sendo associado a um declínio mundial de insetos polinizadores, uma vez que ele afeta o sistema nervoso desses animais de maneira semelhante a qual a nicotina atinge o cérebro dos humanos.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Fábio Fleury

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