Tecnologia

Isolamento da pandemia pode ser aliviada com nano satélites

Isolamento da pandemia pode ser aliviada com nano satélites

Uma iniciativa de pesquisadores brasileiros pretende levar conexão de internet para comunidades isoladas, com o uso de nano satélites.

Com essa tecnologia, áreas remotas e aldeias indígenas poderão obter contato com à internet, se beneficiando da telemedicina, diz Renato Borges, membro do  IEEE (Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas) e professor do Instituto de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB).

Essa tecnologia seria também uma forma de obter informações importantes de locais normalmente isolados.

“Essas comunidades são mais vulneráveis à covid-19, porque na maioria dos casos não têm estrutura de saúde. E demandam logística especial para o transporte de pacientes até os hospitais nos grandes centros”, afirma Borges.

Levando em conta esse cenário, a produção, lançamento e manutenção de satélites se torna uma alternativa viável economicamente, por abranger até mesmo regiões de mata fechada como a Amazônia.

“Além de levar a Internet, esse artefato pode facilitar a implementação da Internet das Coisas, que permite a interconexão de dispositivos como celulares, aparelhos de televisão e computadores”, complementa.

O primeiro nanosatélite brasileiro foi lançado em 2014 e, atualmente, Renato está à frente da missão espacial brasileira Alfa Crux, que pretende colocar em órbita até o final de 2021 um nanosatélite para fornecer sinais de comunicação de voz e de dados a áreas remotas do País.

O mecanismo ficará em órbita a cerca de 500 quilômetros de altitude em relação ao nível do mar e esse objetivo é resultado de uma parceria entre a UnB, a Agência Espacial Brasileira e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Filipe Siqueira