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Facebook apresenta novos controles para crianças e adolescentes

Facebook apresenta novos controles para crianças e adolescentes

O Facebook anunciou, nesse domingo (10), que irá apresentar novos recursos para auxiliar no bem-estar de crianças e adolescentes que utilizam a rede social. A medida foi tomada após uma denúncia feita contra a plataforma pela ex-cientista de dados da empresa, Frances Haugen, que alegou a falta de ação dos colaboradores em relação aos danos causados em jovens pelo uso excessivo da rede social.

Em entrevista à CNN, o vice-presidente do Facebook, Nick Clegg, informou que os algoritmos da plataforma irão auxiliar nos novos recursos. “Introduziremos algo que acho que fará uma diferença considerável, que seria nossos sistemas percebendo que um adolescente está vendo o mesmo conteúdo várias e várias vezes e é um conteúdo que pode não ser favorável ao seu bem-estar, e vamos incentivá-los a olhar para outro conteúdo”, disse.

Além disso, a plataforma está planejando introduzir novos controles para adolescentes de forma opcional, possibilitando o monitoramento dos conteúdos acessados na rede social pelos pais ou responsáveis. “Não podemos, com um aceno de varinha, tornar a vida de todos perfeita. O que podemos fazer é melhorar nossos produtos, para que sejam tão seguros e agradáveis “de usar”, afirmou Clegg, ressaltando que o Facebook investiu 13 bilhões de dólares nos últimos anos para garantir a segurança da plataforma.

Denúncia

As iniciativas vieram depois do Facebook anunciar a suspensão das atividades em seu projeto Instagram for Kids, destinado às crianças com idade até 13 anos, para publicar fotos e vídeos. Na semana passada, a ex-cientista de dados da empresa, Frances Haugen, compareceu ao Congresso e denunciou a plataforma por não conseguir fazer alterações no Instagram, mesmo depois de pesquisas internas concluírem danos aparentes a alguns adolescentes.

Haugen também acusou a rede social de ser desonesta em relação aos programas de combate à desinformação e à cultura do ódio. Todas as alegações foram apoiadas por dezenas de milhares de páginas de documentos de pesquisa interna que a ex-cientista copiou secretamente antes de deixar seu emprego na unidade de integridade cívica da empresa.