Política

Responsabilidade na pandemia | 'Capitã cloroquina' pede ao STF direito para ficar em silêncio na CPI da Covid

Responsabilidade na pandemia | 'Capitã cloroquina' pede ao STF direito para ficar em silêncio na CPI da Covid

A secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, pediu ao (Supremo Tribunal Federal) que a corte garanta o direito de silêncio da secretária e de não produzir provas contra si mesma no depoimento à (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid.

Mayra ficou conhecida como "capitã cloroquina" por sua defesa do medicamento, sem comprovação científica para o tratamento do coronavírus. O depoimento da secretária está marcado para a próxima quinta-feira.

Um dia antes, a CPI deve receber o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Na semana passada, , isto é, de não responder a perguntas que possam, de alguma forma, incriminá-lo. O ex-ministro está proibido, porém, de mentir sobre todos os demais questionamentos.

De acordo com habeas corpus preventivo enviado pela defesa de Mayra ao Supremo, a secretária tem "atuado, permanentemente, com integral respeito aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência".

"Todos os seus atos encontram-se respaldados por documentos produzidos pelo Ministério da Saúde e por documentos e publicações científicas, produzidas por pesquisadores de renome nacional e internacional sobre abordagem farmacológica da doença decorrente do coronavírus", afirma a defesa de Mayra.

No documento, a defesa da secretária também pede que o depoimento possa ser interrompido "sem que sejam adotados contra os advogados e sua cliente qualquer medida restritiva de direitos ou privativa de liberdade" se a CPI desrespeitar as prerrogativas dos advogados de Mayra e as garantias a ela asseguradas.

Quando o sistema de saúde do Amazonas estava prestes a entrar em colapso, Mayra visitou o estado em comitiva e já pressionou pelo uso de medicamentos de eficácia não comprovada contra a covid-19.