Política

PGR diz que provas de suposta propina paga a Ciro Nogueira foram apreendidas na Suíça

PGR diz que provas de suposta propina paga a Ciro Nogueira foram apreendidas na Suíça

Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

- No último mês o ministro relator Edson Fachin deferiu pedidos da defesa de Marcelo Odebrecht em face de colaboração premiada. Denúncia da PGR foi formulada início de 2020 e segue seu curso no Supremo

_Senador Ciro Nogueira (Imagem: Divulgação/Senado)
_Senador Ciro Nogueira (Imagem: Divulgação/Senado) 

Na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o senador da República Ciro Nogueira por suposta prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após suposto recebimento de propina de R$ 7,2 milhões da Odebrecht, há como “elemento de prova” apresentado pela PGR planilha apreendida na Suíça. 

“Ainda como elemento de prova, consta à fl. 459 uma planilha apreendida em um pendrive durante uma busca realizada em Genebra, Suíça, em endereço de FERNANDO MIGLIACCIO [ex-executivo da Odebrecht e colaborador da justiça], em fevereiro de 2016, por ordem do Ministério Público da Suíça”, traz a peça acusatória.

“Nela”, continua a PGR, “há referência de pagamento de R$ 5 milhões ao agente político de codinome "PIQUI" (CIRO NOGUEIRA), conforme fotografia de fl. 459. Essas mídias apreendidas na Suíça foram submetidas a perícia no Processo n. 5028537-59.2016.404.7000 da 13º Vara Federal em Curitiba/PR”, seguiram.

Esse valor seria parte do pagamento que teria recebido o senador Ciro Nogueira através de terceiro a quem a PGR chamou de títere - uma espécie de fantoche do parlamentar, que vem a ser Lourival Nery, segundo a acusação.

_Lourival Nery (Foto: Divulgação)
_Lourival Nery (Foto: Divulgação) 

A defesa do senador já se pronunciou sobre o caso e disse que a acusação é baseada unicamente em delações premiadas da Odebrecht. Um dos que fizeram acordo com a Justiça foi Marcelo Odebrecht. 

No último mês o ministro Edson Fachin, relator do caso, deferiu “os pedidos formulados pelos denunciados Marcelo Bahia Odebrecht e Fernando Migliaccio da Silva, para determinar a suspensão dos atos processuais e do prazo prescricional relativos aos Colaboradores da Justiça, pelo período de 10 (dez) anos”.

Ambos tinham pedido “a aplicação de cláusula de suspensão prevista no acordo, eis que já foi alcançado o limite máximo das penas acobertadas pelo manto da coisa julgada”, sendo assim, com a concordância da PGR, houve a “suspensão da ação penal e respectivo prazo prescricional” com relação a eles.

No andamento do processo as partes estavam a apresentar ou complementar suas defesas diante da acusação formalizada pela PGR. 

Lourival Nery nega que tenha recebido dinheiro para entregar ao senador Ciro Nogueira. O político piauiense também nega que tenha recebido quantias de forma ilegal para atuar a favor dos interesses da Odebrecht.

Ambos foram ouvidos pelos investigadores. É o que se extrai dos autos.