Política

Pelo impeachment e por mais vacinas | Após 3 semanas, capitais registram novos atos contra Bolsonaro

Pelo impeachment e por mais vacinas | Após 3 semanas, capitais registram novos atos contra Bolsonaro

Protestos contra o presidente (sem partido) acontecem na manhã de hoje no Rio e em capitais das regiões Norte e Nordeste. Estão previstos para atos em ao menos 187 cidades do Brasil e no exterior, segundo as entidades organizadoras. A convocação acontece .

Chamados de #24JForaBolsonaro, os protestos voltam a levantar a bandeira do impeachment, além de pedidos por mais vacinas, auxílio emergencial de R$ 600 e empregos.

No Rio, o ato contra o mandatário começou a se movimentar em direção à Candelária, no fim da avenida presidente Vargas por volta das 11h30, apesar de a concentração ter começado as 10h.

O público toma duas das quatro pistas da via. Os organizadores ainda não falam de número de participantes, mas esperam ao menos 70 mil pessoas. Pelo menos seis caminhões de som, de entidades diferentes conduzem o ato com palavras de ordem e música. Bandas com batucadas ajudam no coro "fora Bolsonaro ". Em alguns trechos do ato há um distanciamento recomendável, porém em alguns locais havia aglomeração. O uso de máscara é unânime.

"Cada vez mais o povo vê que esse governo é corrupto, é responsável por mais de 540 mil mortes, o desemprego. O Brasil se levanta cada vez mais", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Brasil, Paulo Farias, uma das representantes de categorias que participa do ato.

A enfermeira aposentada Sara Miranda, 71 anos, foi se apresentar no protesto com as Filhas de Gandhi, grupo folclórico tradicional no Rio.

"Sou aposentada depois de 34 anos de trabalho. De forma geral, nenhum aposentado tem aumento. Esse governo trata a vida com descaso. A vida não é copo descartável".

Sara Miranda, 71 anos, foi com as Filhas de Gandhi à manifestação contra Bolsonaro no Rio - Carolina Farias/UOL - Carolina Farias/UOL
Sara Miranda, 71 anos, foi com as Filhas de Gandhi à manifestação contra Bolsonaro no Rio
Imagem: Carolina Farias/UOL

Nordeste

No Nordeste, seis das nove capitais realizaram atos agora pela manhã. Em Maceió, o protesto ocorreu na orla de Pajuçara e Ponta Verde e teve com um dos alvos o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que mora na cidade. Cartazes cobraram a abertura do processo de impeachment contra Bolsonaro.

No Recife, manifestantes levaram um caixão preto gigante com a frase "fora Bolsonaro". Muitas bandeiras do Brasil também foram levadas pelas entidades que organizaram o ato, que teve concentração na praça do Derby.

Manifestantes em São Luís vestiram cartazes com preços de itens básicos para denunciar a inflação em alta. Com um carrinho de supermercado repleto de itens da cesta básica, a "Brigada de Ações Simbólicas" circulou pelas ruas do centro da cidade com um megafone reclamando dos preços.

Em Salvador, o ato ocorreu em Campo Grande. Os manifestantes improvisaram uma cela de prisão e colocaram um homem representando o presidente lá dentro com a placa: "destino final do genocida."

João Pessoa e Teresina também realizaram protestos, enquanto Natal, Fortaleza e Aracaju terão movimentos à tarde.

Norte

No Norte, três das sete capitais também tiveram atos nesta manhã. Em Belém, a manifestação ocorreu na Praça da República e focou na inflação, com destaque em placas para a alta nos preços do botijão de gás e da energia elétrica.

Em Palmas, manifestantes se concentraram no posto Trevo. Alguns deles produziram uma grande placa com uma pergunta: "Bolsonaro comprou o centrão, ou o centrão comprou Bolsonaro?"

Boa Vista também teve ato nesta manhã. Manaus, Macapá, Porto Velho e Rio Branco têm manifestações marcadas para a tarde.

Organizadores criticam 'aventuras autoritárias'

Os organizadores também criticam o que chamaram de "aventuras autoritárias" de Bolsonaro, ao falar sobre futuras fraudes na apuração se não houver voto impresso em 2022 e ele for derrotado.

Em nota publicada na quarta, partidos e centrais sindicais chamam a população para os protestos na avenida Paulista, em São Paulo,

Segundo os organizadores, integrantes do MDB também estarão do evento. A ideia é ampliar a participação para além do campo da esquerda, atraindo outras vozes do centro e da centro-direita.

Essa ampliação, contudo, não é consenso. No ato anterior em São Paulo, membros do PCO (Partido da Causa Operária) tentaram expulsar pessoas do PSDB e criaram uma confusão já na dispersão do evento.

A organização orienta o uso de máscaras e de álcool em gel e manutenção do distanciamento social durante as manifestações.

Em 29 de maio e em 19 de junho, também houve atos contra o governo com milhares de pessoas nas ruas. Os apoiadores de Bolsonaro também intensificaram as motociatas, algumas com a presença do presidente. Em maio, , e em junho, em . Neste mês, , no dia 10. Bolsonaro iria no dia 17 a uma em Manaus, mas .

Os atos deste sábado acontecem às vésperas do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, comemorado no dia 25 de julho, e terão participação da Coalizão Negra por Direitos.

"As mulheres e todo o movimento marcharão neste 24 de julho para derrubar a ideologia bolsonarista e para que a sociedade brasileira também possa centrar suas ações na promoção da vida das famílias lideradas por mulheres negras", diz nota do grupo.

Veja locais e horários dos protestos de hoje nas capitais:

Norte

Nordeste

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Exterior

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