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EXPECTATIVA: É 'potencialmente alta' chance de Coronavac ser aplicada em paraibanos ainda em janeiro, diz secretário

EXPECTATIVA: É 'potencialmente alta' chance de Coronavac ser aplicada em paraibanos ainda em janeiro, diz secretário

É potencialmente alta a possibilidade de a Coronavac, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, ser aplicada na Paraíba. Nesta quinta-feira (07), o governo de São Paulo informou que o produto registrou 78% de eficácia nos testes clínicos feitos no Brasil, o que animou governadores e secretários estaduais de saúde do país sobre a possibilidade de liberação emergencial pelo Ministério da Saúde.

Em entrevista ao Polêmica Paraíba, o secretário executivo da saúde, Daniel Beltrammi, explicou que “Considerando os valores divulgados sobre a eficácia da vacina, a Coronavac é uma em que devemos apostar para começar a reverter essa situação difícil da pandemia no país”, disse. Segundo ele, é ‘potencialmente alta’ a possibilidade de que a vacina seja aplicada no estado, mas é preciso aguardar a aprovação e distribuição das doses.

“A chance disso acontecer é potencialmente alta, pois a Coronavac tem 11 milhões de doses armazenadas no país, no Instituto Butantan. Houve uma importação de cerca de 200 mil doses da vacina de Oxford, então a chance da vacina Coronavac alcançar a maior parte dos estados, nesse momento é maior”, explicou.

Ainda de acordo com Daniel Beltrammi, apesar dos dados apresentados hoje, a liberação emergencial da vacina só deve ocorrer na segunda metade de janeiro.  “Considerando que isso [a apresentação dos documentos] ocorra ainda essa semana e que a Anvisa faça a avaliação na próxima semana, então estamos dizendo entre 15 e 17 de janeiro, haveria a possibilidade de ter uma vacina emergencialmente aprovada. O Ministério da Saúde poderia fazer a aquisição das doses e fazer a distribuição. Eu não imagino que isso ocorra antes da última semana de janeiro”, disse.

Eficácia

Segundo o Governo de São Paulo, além de 78% de eficácia no universo total de pacientes, a vacina garantiu a proteção total (100%) contra mortes, casos graves e internações nos voluntários vacinados que foram contaminados. O produto foi testado em 16 centros de pesquisas, realizados em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e contou com 12,4 mil voluntários brasileiros.