Política

Deputado detido por determinação do STF | PF acha dois celulares em sala onde Silveira estava preso e abre inquérito

Deputado detido por determinação do STF | PF acha dois celulares em sala onde Silveira estava preso e abre inquérito

A PF (Polícia Federal) encontrou hoje dois celulares na sala em que o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) estava detido na superintendência da corporação no Rio de Janeiro. A atitude do parlamentar será agora investigada pela PF, já que Silveira não poderia se comunicar de forma livre desde anteontem, quando foi preso por determinação do ministro do (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Segundo a PF, os celulares foram apreendidos na tarde de hoje em uma sala da SRRJ (Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro), onde Silveira estava detido aguardando pela audiência de custódia. Na audiência,, que será transferido para o Batalhão Especial Profissional da Polícia Militar do Rio, em Niterói (RJ).

André Rios, advogado de Silveira, disse desconhecer o motivo de os celulares estarem na cela do deputado e espera que o inquérito policial que será aberto pela PF esclareça o fato.

"Eu não tenho ciência disso, acho que é uma operação que a própria PF vai fazer e vai chegar ao que se deu essa apreensão, quem é o responsável", afirmou Rios em entrevista coletiva após a audiência de custódia.

Com a manutenção da prisão na audiência, que avaliava eventuais ilegalidades na decisão tomada por Moraes, Silveira agora aguarda uma nova definição da Câmara dos Deputados. Amanhã, às 17 horas (de Brasília), .

Caberá aos deputados definirem em plenário se a prisão será mantida ou não. A decisão será tomada por maioria absoluta dos parlamentares.

por fazer ameaças a ministros do STF, sugerindo que todos fossem substituídos, e defender o , o Ato Institucional que aumentou a repressão da ditadura militar em 1968. As afirmações foram feitas em vídeo publicado nas redes sociais.

A prisão determinada por Moraes foi feita com base na Lei da Segurança Nacional, de 1983, ano em que o país ainda vivia a ditadura. Entre os artigos mencionados pelo ministro está, por exemplo, o que fala em "tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito."