Política

Além do presidente Jackson Macêdo, saiba quem mais foi contrário ao apoio do PT da Paraíba ao governador João Azevêdo

Além do presidente Jackson Macêdo, saiba quem mais foi contrário ao apoio do PT da Paraíba ao governador João Azevêdo

A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba aprovou por 17 a 4, nessa sexta-feira (8), uma Resolução que reafirma o apoio do partido ao governador João Azevêdo (Cidadania).

O texto fala em fortalecer o trabalho da secretaria estadual de Agricultura Familiar, que é atualmente ocupada por um integrante do partido, além de ampliar o diálogo com demais forças progressistas em favor da candidatura do ex-presidente Lula (PT) em 2022 e contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Inicialmente, havia a confirmação de que o presidente estadual da legenda, Jackson Macêdo, foi um dos dirigentes contrários ao apoio. Macêdo faz parte da ala petista que articulou a volta do ex-governador Ricardo Coutinho, rival político de Azevêdo, ao PT. Procurado pela redação do Polêmica Paraíba, Macêdo preferiu não comentar sobre.

A redação apurou que, além de Jackson, votaram contra o apoio o primeiro vice-presidente Antonio Trajano; a secretária de Finanças e Planejamento, Lígia Pedroza; e o secretário de Assuntos Institucionais, Márcio Caniello. Todos foram favoráveis à volta de Coutinho, tendo eles assinado um manifesto, em agosto, pela filiação do ex-governador.

Ao Polêmica Paraíba, Trajano afirmou que está sendo contrário por “coerência”. Ele é coordenador da Resistência Socialista no estado, tendência liderada pelo ex-deputado federal Luiz Couto (PT), que também articulou para a volta de Ricardo, e disse que a votação dessa Resolução foi colocada às pressas. Sua coerência, conforme afirma, se dá pela exoneração de Luiz Couto da secretaria de Agricultura Familiar, em 2020.

“Somos contra não por uma questão política, mas por uma questão de ética. Quando Luiz Couto estava na secretaria, foi indicado pelo partido. Se o governo exonerou Luiz Couto, tirou o partido do governo, no nosso entendimento”, explicou.

“Essa resolução foi apresentada no meio da reunião, não foi colocado o conteúdo para a gente discutir e fomos pegos de surpresa. Uma coisa açodada para criar fato político”, prosseguiu. Trajano, no entanto, reconheceu o resultado como “legítimo”, já que foi aprovado pela maioria.