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Detenta vegana é solta por falta de alimentação adequada na cadeia e juíza que concedeu benefício é atacada nas redes sociais

Detenta vegana é solta por falta de alimentação adequada na cadeia e juíza que concedeu benefício é atacada nas redes sociais

A juíza Placidina Pires, da Vara dos Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiás, está sendo atacada nas redes porque concedeu prisão domiciliar a uma detenta vegana.

Placidina Pires concedeu liberdade provisória a ré por conta de sua dieta vegana (não consome alimentos de origem animal), pois, a unidade prisional onde a detenta se encontrava não tinha cardápio com opção vegana.

Posteriormente a sua decisão, a juíza virou alvo de grupos da extrema direita. Diante disso, Pires foi às redes se defender e afirmou que a liberdade com monitoração eletrônica foi concedida não porque a ré é vegana, mas, porque por conta de sua alimentação restrita, apresentava grave estado de saúde.

“Além disso, é primária (a ré), o crime não é de natureza violenta (decorrente do jogo do bicho), possui endereço certo (advogada) e não havia risco de fuga ou de que venha a atrapalhar a instrução processual. O Ministério Público, inclusive, concordou com a soltura”, disse a juíza.

A Associação dos Magistrados Brasileiros soltou uma nota em defesa da juíza e afirmou que a decisão da magistrada foi “devidamente fundamentada na Constituição Federal e legislação aplicável”.

A ré é uma advogada suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro e jogos de azar.