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Nova provocação | Prefeito de Nova York pede a seguidores: 'Não sejam um Bolsonaro'

Nova provocação | Prefeito de Nova York pede a seguidores: 'Não sejam um Bolsonaro'

Em nova provocação, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, usou hoje as redes sociais para pedir, aos mais de 1,5 milhão de seguidores, para que não sejam iguais ao presidente brasileiro (sem partido) e sigam o exemplo de pessoas como o príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle. O motivo? A vacina contra a covid-19.

"Não seja um Jair Bolsonaro; seja um Harry e Meghan. Tome vacina", escreveu ele, em seu perfil no Twitter.

Essa comparação feita por Blasio se deu depois que Harry e sua esposa passaram a defender publicamente o acesso igualitário às vacinas.

Cerca de 35% das pessoas que receberam ao menos uma dose de uma vacina contra covid-19 são de países ricos, segundo dados compilados pela agência Reuters. Enquanto isso, as taxas de vacinação em alguns países, como o Haiti e a República Democrática do Congo, são de menos de 1%.

Já o presidente Jair Bolsonaro tem feito repetidamente discurso de defesa do chamado "tratamento precoce", que consiste num coquetel de drogas ineficazes contra a covid-19, além de ataques constantes ao passaporte sanitário. Bolsonaro foi o único líder do G20 sem tomar vacina a participar da 76ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Blasio já havia feito outra publicação contendo um link para o site que lista todos os locais de vacinação contra a covid-19 em Nova York. O brasileiro, que permanece em isolamento após diagnóstico positivo do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, até hoje diz não ter sido imunizado.

O príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle iniciaram hoje uma viagem a Nova York, com uma visita à "Freedom Tower" e ao memorial às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Harry, de 37 anos, e Meghan, de 40 anos, estarão no show Global Citizen Live no Central Park no próximo sábado (25). O Global Citizen Live é realizado em todo o mundo para aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas, a necessidade de igualdade de acesso às vacinas e a fome.