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Ilhas Canárias | Vulcão em La Palma entra em erupção de pequeno porte, sem risco de tsunami

Ilhas Canárias | Vulcão em La Palma entra em erupção de pequeno porte, sem risco de tsunami

O vulcão na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, entrou em erupção hoje, às 11h12 no horário de Brasília (15h12, no horário local). O alerta de risco vulcânico foi acionado ontem pelas autoridades espanholas. De acordo com o pesquisador do Instituto de Ciências do Mar da UFC (Universidade Federal do Ceará), Carlos Teixeira, a erupção até o momento é de pequeno porte e não há qualquer alerta de tsunami.

O complexo vulcânico de Cumbre Vieja não entra em erupção desde 1971 e voltou a ser notícia nesta semana, ao entrar em alerta amarelo. O vulcão da região ganhou destaque no Brasil, uma vez que seria o único que, em caso de erupção explosiva — nível mais alto de atividade vulcânica —, poderia ser capaz de gerar deslizamentos e provocar um tsunami, com força suficiente para chegar à costa brasileira. O risco desse cenário acontecer é baixo.

A mesma ilha registrou sua última erupção há aproximadamente cinco décadas, quando o vulcão 'Teneguía' entrou em erupção e permaneceu por mais três semanas ativo. O vulcão Teneguia fica no parque nacional Cumbre Vieja no sul da ilha de La Palma. Além dele, há outras formações rochosas nas ilhas que compõem as Ilhas Canárias, como o vulcão de Teide, na ilha de Tenerife, e o de Timanfaya, na ilha de Lanzarote.

Há dias, a ilha vem sofrendo com tremores. Cientistas que atuam no local e que medem as atividades sísmicas afirmam que mais de 4.200 pequenos tremores foram registrados e que as intensidades eram crescentes. Cerca de 400 tremores mais fortes foram registrados na região apenas nas últimas 72h.

Nesta semana, o UOL mostrou que o vulcão de Cumbre Vieja entrou em alerta amarelo e apresentou o estudo que aponta, há 20 anos, os cenários possíveis de erupções, sendo a mais forte, uma erupção explosiva, capaz de gerar impacto em uma área de 250 km de diâmetro e provocar tsunami que chegaria desde a Flórida (EUA) até o Brasil. No caso da costa brasileira, as ondas chegariam dentro de 9h. Os detalhes do modelo defendido na pesquisa mostram que seria necessário um plano de preparo para uma eventualidade, mas evidenciam que os riscos são muito baixos e que esse cenário pode levar muitos anos ou nunca ser verificado.

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