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França libera entrada de turistas brasileiros totalmente vacinados

França libera entrada de turistas brasileiros totalmente vacinados

Resumindo a Notícia

  • Viajantes com imunização completa poderão entrar no país seja qual for sua procedência
  • Medida vale para quem tomou vacina aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos
  • As chinesas Sinopharm e Sinovac não são aceitas pelo país, apesar de aprovadas pela OMS
  • Quem vier de Reino Unido, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia ou Holanda precisará de teste

A França anunciou neste sábado (17) que viajantes com imunização completa contra a covid-19 poderão entrar no país seja qual for sua procedência a partir deste domingo (18). Com isso, brasileiros também poderão entrar em terras francesas.

No entanto, a medida vale apenas para quem foi imunizado com uma das vacinas reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos, ou seja, Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen. Apesar de aprovadas pela OMS, as chinesas Sinopharm e Sinovac não são aceitas pelo país, o que afeta os brasileiros imunizados com a CoronaVac, a versão da Sinovac produzida pelo Instituto Butantan. A vacina russa Sputnik V, que não é validada pela União Europeia ou pela OMS, também não é aceita.

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"Ao mesmo tempo e porque as vacinas são eficazes contra o vírus, especialmente sobre a variante Delta, as restrições que pesam sobre os viajantes já vacinados totalmente com uma vacina reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos (Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen) serão levantadas a partir deste sábado, 17 de julho, seja qual for seu país de procedência", informa o comunicado do primeiro-ministro Jean Castex.

A França vai exigir um teste negativo de covid-19 de menos de 24 horas a todos os viajantes procedentes de alguns países europeus, entre eles Espanha. A medida, que afeta os cidadãos que não estão vacinados, afeta todas as pessoas procedentes do Reino Unido, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia e Holanda.

Até agora, os viajantes do Reino Unido tinham que apresentar um teste negativo de um máximo de 48 horas e os dos países europeus de até 72 horas.

Além disso, o ministério também confirmou que a lista "vermelha" de países se amplia e passa a incluir, a partir de agora, Cuba, Indonésia, Tunísia e Moçambique.

Os viajantes procedentes desses países devem ter um motivo de peso para justificar o deslocamento e, mesmo se estiverem vacinados, devem realizar uma quarentena de sete dias ao chegarem.

Os novos casos de covid-19 seguem aumentando na França e já superaram os 10 mil por dia, embora as internações nos hospitais não tenham aumentado, segundo os dados oficiais do governo.

  • A Torre Eiffel, em Paris, reabriu as suas portas ao público nesta sexta-feira (16) após oito meses fechada devido às restrições por conta do coronavírus, e a partir da próxima quarta será necessária a apresentação de um atestado médico para a visita
  • O monumento recebeu os primeiros turistas a partir das 12h45 (horário local, 7h45 de Brasília) com capacidade reduzida a 50%, principalmente na utilização de elevadores, o que significará cerca de 13 mil turistas por dia
  • Os 350 trabalhadores da Dama de Ferro passaram oito meses em desemprego parcial (ERTE), um recorde para a imponente estrutura que antes da crise recebia mais de 7 milhões de visitantes anualmente, 75% deles estrangeiros, o que o torna o monumento mais visitado do mundo
  • Desde que a reserva pública de ingressos começou, em 1º de junho, já foram vendidas 70 mil entradas para os meses de julho e agosto, metade delas para franceses, 15% para americanos e um terceiro para europeus, tendo espanhóis e italianos como maioria
  • Os britânicos eram tradicionalmente os mais numerosos entre os turistas estrangeiros, mas agora estão ausentes devido às regras de viagem que dificultam sua visita à França
  • A partir da próxima quarta-feira, como todos os locais públicos que acolhem mais de 50 pessoas, na França, a Torre Eiffel exigirá que os visitantes com mais de 18 anos apresentem um atestado de saúde
  • Para aqueles que foram vacinados, serão necessárias pelo menos duas semanas desde a segunda dose ou quatro no caso da vacina da Janssen
  • Se a pessoa não estiver vacinada, é necessário possuir o teste negativo para covid-19 realizado 48 horas antes, ou ter superado a doença nos últimos seis meses