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EUA sancionam contra Maduro e Ministério de Defesa do Irã

EUA sancionam contra Maduro e Ministério de Defesa do Irã

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (21) sanções contra o Ministério da Defesa do Irã, contra 27 pessoas e entidades relacionadas ao programa nuclear do país e também contra o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, por violar o embargo de armas à república islâmica.

"Não importa quem você seja, se você violar o embargo ao Irã, enfrentará sanções", declarou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista coletiva.

O chefe da diplomacia americana afirmou que as sanções estão ocorrendo sob amparo da ONU, mas com a oposição das outras potências do Conselho de Segurança.

Ontem, França, Alemanha e Reino Unido contestaram a decisão unilateral dos EUA de restabelecer no dia anterior todas as sanções internacionais contra o Irã e enfatizaram que, para eles, a política de sanções é ineficaz, porque Washington abandonou em 2018 o pacto nuclear assinado com Teerã em 2015.

Perguntado sobre a posição que os EUA adotaram sozinhos, Pompeo respondeu que "os EUA não estão isolados, o país que está isolado é o Irã".

"Deixamos muito claro, esperamos que todas as nações apliquem estas sanções, e isso certamente inclui a França, a Alemanha e o Reino Unido", acrescentou.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O'Brien, disse que as sanções também afetam 27 entidades relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Os Estados Unidos também sancionaram Mehrdad Akhlaghi-Ketabchi, diretor da Organização das Indústrias de Defesa, um conglomerado de empresas dirigido pelo Irã que tem como objetivo fornecer material e tecnologia para as forças armadas do país, informou o Departamento de Estado em comunicado.

Seis pessoas e três entidades relacionadas à agência nuclear do Irã também foram advertidos, disse o Departamento de Estado, sem identificá-los.

Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou hoje uma ordem executiva que dá às agências americanas mais ferramentas para punir aqueles que violarem o embargo de armas contra o Irã, que expira em outubro, como previsto no pacto nuclear, e que Washington quer manter a todo custo.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohamad Yavad Zarif, reagiu ao anúncio durante uma conferência no centro de estudos do Conselho de Relações Exteriores. Ele afirmou que não acredita que as sanções "terão um impacto significativo" em seu país, porque "os Estados Unidos já exerceram toda a pressão que poderiam".

Espera-se que a questão seja um dos focos da Assembleia Geral da ONU, que nesta semana está reunindo virtualmente os líderes mundiais.