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EUA podem não precisar da vacina de Oxford para imunizar população

EUA podem não precisar da vacina de Oxford para imunizar população

Os Estados Unidos podem não precisar da vacina de Oxford, mesmo que o imunizante obtenha aprovação regulatória no país, disse o principal assessor médico da Casa Branca e maior especialista em doenças infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, na quinta-feira (1).

A vacina, que já foi aclamada como um marco na luta contra a pandemia, tem sido alvo de questionamentos desde o final do ano passado, embora tenha sido autorizada para uso por dezenas de países, incluindo o Brasil.

Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, afirmou que os Estados Unidos têm contratos suficientes com outros fabricantes de vacinas para imunizar toda a sua população e, possivelmente, o suficiente para reforçar a vacinação futuramente.

Questionado sobre se os EUA usarão as doses da vacina de Oxford, ele disse: "Isso ainda está no ar. Minha sensação geral é que, dadas as relações contratuais que temos com várias empresas, temos vacina suficiente para cumprir todas as nossas necessidades sem invocar a AstraZeneca."

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No final do ano passado, o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford publicaram dados de um ensaio clínico com duas leituras de eficácia diferentes como resultado de um erro de dosagem. Em março, mais de uma dúzia de países suspenderam temporariamente o uso da vacina depois de relatos que a relacionaram a um raro distúrbio de coagulação sanguínea.

Também em março, uma agência de saúde dos EUA disse que os dados da empresa forneciam um quadro incompleto de sua eficácia. Dias depois, a AstraZeneca publicou resultados mostrando eficácia menor, embora ainda forte.

Fauci afirmou: "Se você olhar para os números (de doses) que vamos receber, a quantidade que se pode obter da J&J, da Novavax, da Moderna, se contratarmos mais, é provável que possamos lidar com qualquer reforço de que precisamos, mas não posso dizer com certeza."

O presidente dos EUA, Joe Biden, tem sofrido pressão de países para compartilhar vacinas, especialmente seu estoque de vacinas de Oxford. O governo brasileiro tem feito contato com autoridades norte-americana, inclusive Fauci, com o objetivo de conseguir vacinas.

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