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Daniel Beltrammi prega cautela com variante Omicron e sugere que festas de réveillon e carnaval não aconteçam na PB: "O mundo mudou da semana passada para essa"

Em entrevista ao Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan, nesta segunda-feira (29), o secretário executivo de Gestão Hospitalar do Estado, Daniel Beltrammi, falou sobre a chegada da nova variante do coronavírus, chamada Omicron, os cuidados que a Paraíba deve ter com o risco da nova variante e acerca da realização de festas de réveillon e carnaval.

“Quanto o vírus circula demais, multiplica demais, e vírus que multiplica demais, muda demais”, disse o secretário, ao explicar o que é uma ‘variante’.

Beltrammi falou também que a Omicron alerta autoridades de saúde por informações como risco de transmissibilidade, agressividade, ou a não eficiência das vacinas atualmente existentes ainda não serem conhecidas. Segundo ele, a visualização gráfica do aumento de casos dessa variante na África do Sul está sendo considerada como ‘lançamento de foguete’.

“O que preocupa é que essa variante parece ter mais capacidade de causar sintomas em pessoas desprotegidas, mas em pessoas protegidas também. E causar sintomas, mesmo que não sejam a maioria de casos moderados e graves nos preocupa porque os sintomas, como a tosse e o espirro, vai também ajudando a disseminar o vírus”, explicou.

Para o secretário, medidas como controle de entrada e saída de pessoas em aeroportos, a não realização de eventos que promovam grande aglomeração, além dos cuidados pessoais, são importantes para controlar a disseminação dessa e de qualquer outra variante.

Réveillon

Daniel disse também que a realização de grandes festas de réveillon e carnaval, que promovam aglomeração de pessoas em grande quantidade, devem ser evitadas na Paraíba, tanto públicas como privadas. Beltrammi disse que, a preço de hoje, é possível celebrar a virada de ano em família sem que haja preocupação, desde que as pessoas estejam vacinadas.

“Com a atual situação de vacina, é muito possível que a gente possa estar reunido com as famílias nesse final de ano, se a gente deixar portas e janelas abertas, se tiver um quintal ou uma varanda, e se tiver todo mundo vacinado”, disse. Já sobre festas com grandes públicos, o secretário foi mais precavido.

“Estavam todos os gestores analisando os fatos e tomando decisões de como seria o final do ano. Só que agora tem uma nova variável, e ela é infelizmente uma nova variante do novo coronavírus”.

Beltrammi falou que todas as medidas de controle que já foram colocadas em prática em eventos de grande porte “fracassaram nas medidas de controle. É impossível controlar um volume enorme de pessoas”. Em outro momento, o médico falou que “o mundo mudou da semana passada para essa. A pandemia é isso.”

Vacinação

Na avaliação do secretário executivo, mesmo com oito bilhões de doses de vacina contra a Covid-19 aplicadas em todo o mundo, essa aplicação é desigual, e a principal pauta que deveria ser discutida no planeta é a conclusão do esquema vacinal em países que têm esse índice baixo e não dialogar acerca da terceira dose (ou de reforço) em países com altos índices.

Como exemplo, ele trouxe que países considerados pobres e muito pobres, principalmente na África e no sul da Ásia, a taxa de esquema vacinal completo gira em torno de 5% da população. A África, apenas 7%.

O secretário previu ainda que todos os anos haverá vacinação contra a Covid-19, semelhante ao que acontece nas campanhas de vacinação contra a gripe.