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Covid: China doará 100 milhões de doses a países em desenvolvimento

Covid: China doará 100 milhões de doses a países em desenvolvimento

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou que o país doará 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aos países em desenvolvimento antes do final deste ano, além das que já foram fornecidas ao mecanismo Covax para uma vacinação equitativa em todo o mundo.

Xi fez o anúncio na quinta-feira (9) durante a cúpula por videoconferência do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), informou nesta sexta-feira (10) a imprensa local. De acordo com dados oficiais do mês passado, a China forneceu 770 milhões de doses, a maioria por meio de exportações, para mais de 100 países no mundo, incluindo 18 nações latino-americanos.

A China não especificou quantas dessas doses de vacinas correspondem a doações, embora o diretor-geral de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Wang Xiaolong, tenha garantido que são "dezenas de milhões".

Em 12 de julho, o programa Covax chegou a um acordo com as farmacêuticas chinesas Sinopharm e Sinovac para distribuir 110 milhões de doses globalmente até outubro e a possibilidade de mais 440 milhões no último trimestre de 2021 e no primeiro semestre de 2022. Além disso, a China se comprometeu a entregar US$ 100 milhões ao mecanismo Covax este ano.

Durante a cúpula do Brics, que foi organizada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, Xi defendeu o "aprofundamento da cooperação" com o resto dos membros do grupo para "enfrentar desafios comuns", entre os quais ele mencionou as mudanças climáticas, a luta global contra a pandemia da covid-19 e a proteção da ordem global com base nas leis internacionais.

No campo econômico, Xi declarou que os Brics devem "promover o crescimento econômico baseado na inovação" que possa ser benéfico "para todos os países", apelando ao mesmo tempo aos outros líderes para que protejam a ordem multilateral de comércio promovida pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

Embora a China, Rússia e Índia tenham interesses no país da Ásia Central, Xi Jinping não mencionou o Afeganistão em seu discurso, mas pediu aos membros do grupo que coordenassem suas posições sobre questões internacionais e regionais e fortaleçam sua cooperação no campo da segurança.

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Narendra Modi e o presidente russo, Vladimir Putin, se referiram especificamente ao Afeganistão. De acordo com a mídia chinesa, Modi destacou que "o Afeganistão não deve se tornar uma ameaça ou fonte de narcotráfico e terrorismo para seus países vizinhos" e Putin declarou que resta saber como "a retirada das tropas americanas do Afeganistão afetará à segurança regional".

Xi, que receberá a reunião do próximo ano, expressou esperança de que o Brics adote uma cooperação com foco em resultados e que o grupo "recupere vitalidade e vigor".