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Violência em São Paulo | 'Não é fácil', diz filho de mulher morta após ser agredida em metrô

Violência em São Paulo | 'Não é fácil', diz filho de mulher morta após ser agredida em metrô

A doméstica Roseli Dias Bispo, de 46 anos, agredida ontem por um homem dentro de um vagão da linha 1-Azul do metrô em São Paulo, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Filho da vítima, Thiago Bispo, de 21 anos, disse que a mãe estava indo trabalhar quando foi atacada de madrugada pelo homem. "Nesse mesmo horário ela sempre passava por essa linha", contou ao UOL.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 5h (horário de Brasília), segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do estado. A ocorrência se deu dentro de um vagão que se encontrava na estação Sé, no sentido Tucuruvi.

Chegando ao local, os agentes viram um homem sendo agredido por várias pessoas e, posteriormente, foram informados de que ele teria agredido Roseli com marretadas há pouco.

Uma das testemunhas da agressão informou aos policiais que o homem estava de pé e, de repente, atacou a vítima, que estava sentada. O suspeito disse aos agentes que toma remédios e ouviu vozes. A marreta e uma faca de cozinha foram apreendidas.

Roseli, que estava separada do marido, deixou, além de Thiago, que era o caçula, outros três filhos: duas mulheres e um homem.

Mano, minha mãe é tudo para mim. Não tenho o que descrever sobre ela. Perder uma mãe não é fácil, não tenho explicação para a dor que estou sentindo
Thiago Bispo, filho de Roseli Dias Bispo

Segundo o Metrô de SP, o homem, um aposentado de 55 anos que não teve a identidade revelada nem pela companhia de transportes, nem pela SSP, foi detido e "encaminhado para as autoridades policiais".

Tanto o homem como a mulher foram levados ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no centro da capital.

De acordo com a SSP, o autor da agressão foi autuado em flagrante e segue internado sob escolta policial. "Assim que tiver alta, [o homem] será encaminhado à unidade policial para posterior encaminhamento ao sistema carcerário", disse.