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Pandemia de coronavírus | Brasil passa de 170 mil mortes e completa 10 dias em alta de óbitos

Pandemia de coronavírus | Brasil passa de 170 mil mortes e completa 10 dias em alta de óbitos

O Brasil ultrapassou hoje a marca de 170 mil mortes provocadas pela covid-19 e completou dez dias com tendência de alta na média móvel de mortes. As informações foram levantadas pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Nas últimas 24 horas, o país registrou 638 novas mortes causadas pela doença causada pelo novo coronavírus, chegando a um total de 170.179 óbitos desde o início da pandemia.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil é o segundo país com o maior número de mortes por covid-19 no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos —que somam 259.045 óbitos causados pela doença até a noite desta terça (24).

Em todo o país, foram registrados 33.445 novos testes positivos para a doença de ontem para hoje. O total de infectados pelo novo coronavírus desde o começo da pandemia é de 6.121.449. Foram 491 mortes em média nos últimos sete dias.

Dados da Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, o país registrou 630 novos óbitos, atingindo um total de 170.115 mortes desde o início da pandemia.

De ontem para hoje, em todo o país houve 31.100 diagnósticos positivos para a covid-19. Desde o começo da pandemia, o Brasil teve 6.118.708 infectados pelo novo coronavírus

O Ministério informou que 5.476.018 pessoas se recuperaram da doença, com outras 472.575 em acompanhamento.

Dez dias em alta na média móvel

Os dados do consórcio de veículos de imprensa mostram que, com uma média de 491 mortes nos últimos sete dias, o Brasil teve uma variação de 54% com relação à taxa de duas semanas atrás, o que indica aceleração da média de óbitos. Desde o dia 15 de novembro, o país vem registrando altas consecutivas.

Dez estados apresentaram tendência de aceleração enquanto outros seis apresentaram queda. Dez estados e o Distrito Federal mantiveram a estabilidade.

Duas regiões apresentaram alta na média: Centro-Oeste (51%) e Sudeste (126%). O Sul saiu de uma tendência de aceleração e voltou para estabilidade com 11%. Nordeste (4%) e Norte (7%) também ficaram estáveis.

É importante ressaltar, entretanto, que as altas em alguns estados podem ser explicadas pelo apagão de dados que o país viveu no início de novembro. No dia 6, a plataforma de registro de mortes por covid-19 do Ministério da Saúde começou a apresentar problemas. Diversos estados relataram dificuldades em inserir dados na plataforma e-SUS e divulgaram informações incompletas ou até mesmo desatualizadas durante vários dias.

O estado de São Paulo foi um dos mais afetados, ficando sem divulgar mortes por cinco dias consecutivos.

Nos próximos dias, esse problema no sistema deverá impactar os percentuais de tendência de alta, estabilidade ou queda nos estados afetados e também na tendência nacional.

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

Região Norte

Região Nordeste

Região Centro-Oeste

Região Sul

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.