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Pandemia de coronavírus | Brasil supera 220 mil mortes e 9 milhões de casos de covid-19

Pandemia de coronavírus | Brasil supera 220 mil mortes e 9 milhões de casos de covid-19

O Brasil ultrapassou hoje as marcas de 9 milhões de casos de covid-19 e 220 mil mortes causadas pela doença. As informações são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Além disso, o país apresentou uma média móvel de mortes por covid-19 acima de mil pelo sétimo dia consecutivo. Nos últimos sete dias, foi registrada uma média de 1.049 mortes provocadas pela covid-19 no Brasil. As marcas verificadas na segunda (25) e na terça (26), com respectivamente 1.055 e 1.058, já haviam sido as mais altas desde 4 de agosto (1.066).

De ontem para hoje, o Brasil computou 1.319 novas mortes por covid-19, elevando o total de óbitos para 220.237 desde o começo da pandemia. Houve 64.895 casos confirmados da doença nas últimas 24 horas em todo o país, o que elevou o número de infectados para 9.000.485.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, referência mundial no monitoramento da covid-19, o Brasil é o terceiro país com o maior número de casos da doença, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia (com 25.504.894 e 10.689.527, respectivamente). Em mortes, apenas os EUA (426.907) aparecem à frente do Brasil. A instituição divulgou os números no início desta tarde.

O Brasil chegou hoje a mais de 1,2 milhão de vacinados contra a doença. No total, 1.248.821 pessoas foram imunizadas até o momento, de acordo com dados fornecidos pelas secretarias de saúde de 20 estados e do Distrito Federal.

Dados da Saúde

Pelo segundo dia seguido, o Brasil registrou mais de 1,2 mil novas mortes provocadas pela covid-19 em um intervalo de 24 horas. O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (27) que foram computados 1.283 novos óbitos de ontem para hoje. O país também superou a marca das 220 mil mortes causadas pela doença.

Na terça-feira (26), pelos números do Ministério, foram cadastradas 1.214 novas mortes por covid-19. No total, 220.161 pessoas morreram desde o início da pandemia.

Houve 63.520 diagnósticos positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, o total de infectados em todo o país subiu para 8.996.876.

De acordo com o governo federal, 7.877.337 pessoas se recuperaram da doença, com outras 899.378 em acompanhamento.

Butantan cogita exportar vacinas antes de acabar imunização em SP

O Instituto Butantan, ligado à USP (Universidade de São Paulo) e financiado pelo Governo de São Paulo, poderá vender doses a outros países da América do Sul mesmo que a vacinação dos grupos prioritários não tenha sido concluída no Brasil ou no estado.

De acordo com o diretor do instituto, Dimas Covas, tudo dependerá se o Ministério da Saúde comprar ou não as 54 milhões de doses da CoronaVac, acordadas previamente. Se não, as remessas podem ser destinadas à Argentina.

Em janeiro, o contrato de compra das 46 milhões de da CoronaVac pelo ministério incluía a possibilidade de mais 54 milhões de doses a serem entregas posteriormente, ainda neste ano. O contrato deste segundo lote, diz o Butantan, ainda não foi firmado.

"Ofereci [as vacinas] ao ministério na semana passada, aguardo resposta até o final dessa semana, porque semana que vem vou fechar contrato com países, iniciando pela Argentina. Essa manifestação é importante para que não possa alegar que não houve essa oferta. Essa oferta está sendo feita via contrato", afirmou Covas, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira (27).

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.