Geral

Mov | Luisa Mell vai ao Pantanal e vê desgraça

Mov | Luisa Mell vai ao Pantanal e vê desgraça
Luisa Mell - Reprodução - Reprodução
Luisa Mell no Pantanal em segunda temporada do Livre Acesso
Imagem: Reprodução

A segunda temporada do programa Livre Acesso, reality show protagonizado pela ativista pelos direitos animais e apresentadora Luisa Mell, estreia hoje. Assista ao programa no Facebook Watch clicando aqui. O Livre Acesso terá novo episódio toda terça e é uma parceria entre a MOV, a produtora de vídeos do UOL, e o Facebook, e é publicado com exclusividade na página oficial do UOL na plataforma. Assista a primeira temporada na íntegra no Facebook Watch.

Em 2019, o Livre Acesso acompanhou o empenho de Luisa Mell em arrecadar fundos para a criação de um santuário, sua participação no resgate de animais e sua frustração com o encaminhamento das pautas ambientais no país. Em entrevista ao UOL naquele ano, Luisa disse que chorava quase todos os dias: "É um absurdo o que estão fazendo. O desmatamento que só cresce na Amazônia, óleo nas praias do Nordeste. (...) O que está acontecendo é uma tragédia sem precedentes". O lamento agora parece um exercício de futurologia, pois, em 2020, Luisa Mell presencia -junto com o resto do país- uma situação ainda pior.

O primeiro episódio da segunda temporada do Livre Acesso segue a ativista até o epicentro do fogo que já devastou mais de um quarto do Pantanal. A pedido dos moradores da região, Luisa Mell viaja até o Mato Grosso acompanhada do biólogo Frank Alarcón.

Pantanal incendiado - Reprodução - Reprodução
Destruição causada pelo fogo no Pantanal
Imagem: Reprodução

Logo no início da Transpantaneira, estrada que liga a cidade de Poconé a Porto Jofre, na divisa do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, Luisa Mell visita o posto de atendimento emergencial para animais silvestres, criado às pressas. Lá, apesar dos esforços dos voluntários e das ONGs, a ativista se depara com uma estrutura medíocre fruto do descaso público com a tragédia enfrentada na maior área alagável do planeta.

À medida em que Luisa Mell adentra a região, o cenário se desfaz ainda mais: ela presencia fogo, fumaça, sede, fome e morte. O único respiro parece ser o encontro com os moradores, voluntários e brigadistas, que trabalham incansavelmente para conter as chamas.

No trajeto, Luisa Mell passa por locais que já foram atingidos pelo fogo e se depara com a chamada "fome cinzenta": os animais que não morreram queimados nem estão feridos sofrem sem comida e sem água. O voluntário Edilson de Souza é um dos que espalha alimentos pela região com o intuito de abrandar a situação. Ao ser perguntado pela ativista se ele é capaz de estimar quantas vidas está salvando, Souza só consegue afirmar que seu trabalho é "como um pingo no meio do oceano".

A área queimada do Pantanal já aumentou pelo menos 178% em comparação com o mesmo período de 2019. Além do fogo, o bioma também luta contra a maior seca das últimas cinco décadas. Testemunhando a destruição da fauna e da flora, a ativista afirma que o incêndio pode provocar consequências desastrosas também em outros lugares, mas é corrigida por Alarcón: "pode não, vai".