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Mercado de trabalho | País abre 184.140 vagas de emprego com carteira assinada em março

Mercado de trabalho | País abre 184.140 vagas de emprego com carteira assinada em março

O Brasil abriu 184.140 vagas de emprego com carteira assinada em março, apontam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério da Economia. Os números são resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 demissões.

O total de empregos com carteira no país somou 40.200.042 em março, o que representa uma variação de 0,46% em relação ao mês anterior. Em fevereiro, foram abertas 395.166 vagas, segundo dados revisados.

No acumulado do ano, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 contratações e de 4.103.494 demissões (com ajustes até março de 2021).

No ano passado, o governo ofereceu complementação de renda a trabalhadores que tiveram seus contratos de trabalhos temporariamente suspensos ou sofreram redução de jornada e salários durante a pandemia do novo coronavírus. Os trabalhadores do programa ganharam estabilidade por período igual ao da suspensão do contrato ou da redução do salário.

O programa, que havia terminado em dezembro, foi reeditado pelo governo, o que permite às empresas uma nova rodada de redução de jornadas e salários.

Todos os 5 setores tiveram saldo positivo

Os dados do Caged de março apontam saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupos de atividade econômica.

Regiões

Ainda de acordo com os dados, houve saldo positivo na geração de empregos formais nas cinco regiões brasileiras:

Aumento de 3,5% nos salários de admissão

O Caged ainda trouxe outros detalhes como:

Setor de serviços 'se levantou', diz Guedes

Em um discurso transmitido pelas redes sociais após a divulgação dos dados, o ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado do Caged em março.

"Excelentes notícias novamente no front da economia. Todos os setores e regiões criaram empregos. Ao contrário da primeira onda [da covid-19], que nos atingiu ano passado e destruiu 276 mil empregos em março, a nossa reação à segunda onda foi a criação de 184 mil novos empregos no setor formal", afirmou.

Guedes ressaltou o desempenho positivo do setor de serviços, que, segundo ele, foi o "mais golpeado" durante a pandemia e "se levantou".

"O setor de serviços foi o grande destaque. Praticamente metade dos empregos foi criada no setor serviços. O último setor que estava no chão se levantou", afirmou.