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Meio Ambiente | Ação contra queimada é pausada, e Ibama diz que órgão tem dívida superior aos R$ 19 mi

Meio Ambiente | Ação contra queimada é pausada, e Ibama diz que órgão tem dívida superior aos R$ 19 mi

Após o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) dar ordem para que todos os brigadistas de combates de incêndio a retornem para suas bases, o presidente do órgão, Eduardo Fortunato Bim, explicou que a entidade possui dívidas superiores aos R$ 19 milhões.

"Nosso problema está sendo a liberação de recursos orçamentários pela Secretaria do Tesouro. A gente tem dívidas em aberto acima de pouco mais de 19 milhões de reais", afirmou Bim em entrevista a GloboNews.

O Ibama encara uma queda de braços com o Ministério da Economia e alega que órgão tem segurado a execução financeira do orçamento do órgão. "Isso gera uma paralisia no órgão e eu como gestor tenho que ser responsável, não posso gastar um dinheiro que não tenho. Aliás, já estou gastando, tem contratos há três meses sem pagamento, é uma situação bem complicada do ponto de vista administrativo", diz Bim.

Em agosto, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou que por causa de bloqueios financeiros ao Ibama e ao ICMBio (Instituto Chico Mendes), seriam interrompidas todas as operações de desmatamento ilegal no país. Após a oficialização da decisão, o vice-presidente, Hamilton Mourão declarou que não havia nenhum bloqueio e que Salles tinha se precipitado.

Sobre a falta de pagamento de adicional de periculosidade a servidores, Bim explica que o benefício não é destinado a todos os trabalhadores. "O servidor não tem que tirar dinheiro do bolso, o que aconteceu é que esse adicional é devido para pessoas que passam tempo na Amazônia, não é para todos, a gente teve um problema de quem estava e quem não estava na pandemia para consolidar os dados. Teve sim um probleminha, mas está sendo trabalhado, não é estrutural, não é proposital, estamos regularizando."