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Mais eleições | TSE faz parceria com redes sociais para combater fake news nas eleições

Mais eleições | TSE faz parceria com redes sociais para combater fake news nas eleições

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fez uma parceria com as principais redes sociais para combater a divulgação de fake news durante as eleições. A informação foi confirmada por Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, em entrevista à GloboNews, que foi ao ar na noite de domingo. Ele explicou que não haverá censura, pois o objetivo principal é prevenir o problema.

"Claro que nós iremos reprimir os casos de fake news que possam ser reprimidos judicialmente. Mas nós estamos fazendo um pouco diferente. Nós estamos tendo uma atuação preventiva intensa para tanto minimizar a ocorrência de fake news, quanto para procurar neutralizar a ocorrência de fake news", declarou Barroso.

Seis empresas fizeram parceria com o TSE: WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram, Google e TikTok. Elas vão desenvolver ferramentas para combater perfis falsos, uso indevido de robôs e impulsionamentos ilegais de conteúdo. No último sábado (26), em pronunciamento para rádio e TV, Barroso já tinha manifestado preocupação com as notícias falsas. Depois de falar sobre as dificuldades causadas pela covid-19, ele fez um alerta aos eleitores.

"Há um outro vírus que ronda as eleições, capaz de comprometer não a saúde pública, mas a própria democracia. Trata-se das notícias falsas, das campanhas de desinformação e de difamação. Vamos fazer uma campanha com debate público de qualidade, franco e robusto, mas com respeito e consideração pelas pessoas e por suas ideias, mesmo que diferentes das nossas", pediu Barroso.

Além da parceria com as redes sociais, Barroso explicou que o TSE tomará outras providências para combater a disseminação de fake news, como a criação de um site chamado "fato ou boato". Ele negocia para que o acesso a esse portal seja gratuito para toda população, sem desconto em pacotes de dados.

Na mesma entrevista à GloboNews, Barroso também comentou sobre o caso do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), que está condenado a ficar inelegível até 2026. O político prometeu recorrer ao TSE, pois quer disputar as eleições de 2020. Barroso afirmou que tentará acelerar o julgamento do caso, para que ocorra antes do 1º turno, que será em 15 de novembro.