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Grota do Angico | Polícia recupera artefatos furtados de área onde Lampião foi morto em Sergipe

Grota do Angico | Polícia recupera artefatos furtados de área onde Lampião foi morto em Sergipe

A Polícia Federal recuperou artefatos e objetos que foram furtados da área onde Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião; a mulher dele, Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita; e nove cangaceiros foram mortos pela polícia, na Grota do Angico, localizada no município de Poço Redondo (SE), a 174 km de Aracaju. A informação foi divulgada ontem e uma investigação está em curso sobre a subtração dos objetos.

O material consiste em munições e cápsulas deflagradas, algumas aparentemente fabricadas nos anos de 1912 e 1913, além de botões e prendedores de cabelo.

As peças foram furtadas por pesquisadores do cangaço na Grota do Angico. A polícia não divulgou o local onde o material furtado foi encontrado e nem os nomes dos investigados do crime.

"Essas pessoas vão até locais de confronto e acampamento dos cangaçeiros, com detectores de metais, para buscar artefatos. São pessoas de boa índole, que se interessam pelo tema e têm vontade de montar acervos e até museus para preservação da história e dos itens em si, mas a retirada desses artefatos é proibida", informou a Polícia Federal.

A recuperação dos objetos ocorreu durante instrução de inquérito policial para apurar o furto de artefatos em sítios arqueológicos e demais locais de interesse histórico em Sergipe. "A investigação ainda está em andamento, motivo que impossibilita maiores detalhes", comunicou a polícia.

O material foi entregue ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para ser catalogado e preservado.

A Polícia Federal destaca que realizar escavações e retirar quaisquer objetos de locais de interesse histórico configura crime previsto no artigo 63 da Lei n. 9.605/98, estando os autores sujeitos a penalidades.

A Grota do Angico foi o local em que Lampião, Maria Bonita e seu bando estavam acampados e foram mortos, ao serem atacados de surpresa, pela polícia armada oficial, conhecida como Volante, no dia 28 de julho de 1938. Eles foram mortos e decapitados. As cabeças foram expostas em Piranhas (AL), Maceió e Salvador. O local é aberto para visitação por meio de trilhas.