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Estreia de projeto na Record | Fefito: Novo programa de Geraldo pouco difere do Domingo Show

Estreia de projeto na Record | Fefito: Novo programa de Geraldo pouco difere do Domingo Show

Afastado do trabalho desde junho do ano passado, quando Reinaldo Gottino voltou ao "Balanço Geral", Geraldo Luís estreou nesta quarta-feira (20) seu novo projeto na Record prometendo uma grande homenagem aos programas de auditório. O apresentador, que chegou a chamar o intervalo comercial do mesmo jeito que Flávio Cavalcanti (1923-1986), não poderia ter descrito melhor sua atração. Afinal, como a maior parte das atrações do gênero, "A Noite É Nossa" não ofereceu grandes novidades ou inventou a roda.

A bem da verdade, o novo programa reúne os mesmos ingredientes do extinto "Domingo Show", de maneira um pouco mais apressada. Há uma grande reportagem, um grande mistério, um musical e um conteúdo curioso. Exatamente nessa ordem, a atração exibiu uma longa entrevista com Renato Aragão em sua primeira aparição após a saída da Globo aliada a um mistério? Afinal, quem seria o cantor que já integrou Os Trapalhões? Com menos tempo de duração, logo surgiu Wanderley Cardoso em conversa com a repórter Célia Pinho.

Convidado, Dedé Santana foi pouco explorado e sua presença ao vivo pareceu injustificável, ainda mais sendo ele grupo de risco na era do coronavírus. Completamente descortês para com o humorista, que ficou o tempo todo parecendo decoração de cenário.

No palco, os humoristas como Silvio Santos Cover e Mução pareceram perfumaria e pouco apareceram. Tierry foi a atração musical e, claro, ganhou uma espécie de "Arquivo Confidencial" com direito a mãe aparecendo no palco, recurso comum em programas de auditório. Sabendo disso, Geraldo já tratou de avisar o cantor que seria difícil ele não chorar, praticamente lhe dando uma obrigação. Já Rodolfo Carlos, que fez sucesso no "Domingo Legal" com E.T. (1963-2010), se saiu muito bem em retorno, ainda que em uma pauta manjada: uma visita ao Bar dos Cornos.

Ainda que pouco tenha de diferente do "Domingo Show", "A Noite É Nossa" tem melhor acabamento e ritmo menos ralentado. Ainda assim, em tempos de pandemia e com tanto material fora do palco, a presença de plateia não se mostrou de grande necessidade, especialmente em tempos de pandemia. Na homenagem ao programa de auditório, faltou entender a importância dele.

Na média geral de audiência em São Paulo, a estreia do "A Noite É Nossa" ficou em segundo lugar e marcou 7,5 pontos contra 14,4 da Globo e 4,8 do SBT.