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Dois engenheiros morrem soterrados | Corpos foram encontrados após 12h de buscas em Foz do Iguaçu

Dois engenheiros morrem soterrados | Corpos foram encontrados após 12h de buscas em Foz do Iguaçu

Dois engenheiros morreram soterrados no desabamento da construção de uma clínica, no centro de Foz do Iguaçu, no Paraná, ontem de manhã. Os corpos dos engenheiros Alisson Ernane Gomes, de 27 anos, e Luciano Alves Kleinschmitt, de 43 anos, foram encontrados no fim da noite de ontem, depois de 12 horas de trabalho dos bombeiros.

Outros três funcionários ficaram feridos e foram encaminhados para hospitais da região. Um deles já recebeu alta e os outros dois tiveram fraturas pelo corpo, mas não correm risco de morte.

No momento do acidente, os trabalhadores estavam concretando uma laje, quando a estrutura caiu.

O tenente do Corpo de Bombeiros, Rogério dos Santos, afirma que as buscas foram dificultadas pela grande estrutura da obra. "A construção estava bem frágil. A dificuldade foi realizar o resgate sem ter um novo desabamento que atingisse as equipes que atuaram no local. Foi um trabalho bem delicado feito por 23 bombeiros ", conta um dos responsáveis pelas buscas.

foz - Divulgação/Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu - Divulgação/Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu
Imagem: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu

A obra utiliza peças pré-moldadas e o trabalho de resgate, que começou logo após o desabamento, contou com o recorte das partes metálicas e com a retirada de concreto, para localizar os funcionários. " A gente trabalhou com a suspeita de três vítimas nos escombros. Por volta das nove horas da noite, conseguimos contato com um eletricista que trabalhava na obra e, por sorte, foi para casa momentos antes do desabamento", afirma o tenente.

As causas do desabamento ainda são apuradas.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea) enviou uma equipe de fiscais para realizar uma vistoria no local. "A princípio, a obra estava regular e os responsáveis por ela também. Mas é dever do Crea-PR emitir um relatório pós-sinistro para vermos quais os problemas que ocasionaram esse fato", diz o gerente da regional Cascavel do Crea-PR, Geraldo Canci.

A empresa responsável pela obra ainda não se pronunciou. "Se constatado que a causa do sinistro foi decorrente de imperícia, imprudência ou negligência profissional, será instaurado um processo administrativo para apuração e responsabilização dos envolvidos", finaliza o gerente do conselho.