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Disputa entre traficantes | PCC queima carros de luxo de rival na fronteira do Paraguai, diz polícia

Disputa entre traficantes | PCC queima carros de luxo de rival na fronteira do Paraguai, diz polícia

Três carros de luxo de um narcotraficante paraguaio foram queimados ao mesmo tempo, na última terça-feira (22), na fronteira do Paraguai com o Brasil, a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital), de acordo com policiais do país vizinho.

Policiais nacionais do Paraguai, que atuam na cidade de Pedro Juan Caballero, onde os carros foram queimados, afirmaram que o narcotraficante Artemio Júnior Rojas Calonga, dono dos automóveis, foi ameaçado por chefes da facção paulista um dia antes, na segunda-feira (21).

Foram incendiados um Chevrolet Camaro, uma Range Rover e um Jeep. Os carros foram queimados à luz do dia em pontos distintos da cidade. De acordo com a polícia, o ataque não foi contra os bens propriamente ditos de Calonga. A suspeita é de que o PCC destruiu os carros porque eles foram utilizados anteriormente em crimes e podiam ter provas.

A polícia paraguaia afirma que Calonga, que atua na fronteira entre as cidades de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (MS) fornecendo drogas para o PCC e para o CV (Comando Vermelho), "desrespeitou acordos" com a facção paulista e, por isso, foi ameaçado de morte.

Policiais paraguaios afirmam que, desde segunda-feira, Calonga e os traficantes que trabalham com ele sumiram da região da fronteira. Ainda de acordo com os policiais, um "salve" (recado) emitido por cartas pelo PCC orientou que todo traficante que se juntar a Calonga na fronteira será tratado como inimigo.

Aquela região é estratégica para facções criminosas brasileiras porque não há nenhum tipo de fiscalização na fronteira, que é terrestre, e dividida apenas por uma avenida. É comum a travessia na fronteira até mesmo a pé. Não são raros os casos de paraguaios e brasileiros que fazem a travessia por trabalho, estudo ou lazer diariamente.

Aquela fronteira é uma das principais portas de entrada ao Brasil da maconha produzida no Paraguai e da cocaína produzida na Bolívia. Quando a droga entra no país tem como principais destinos os portos brasileiros, de onde grande parte é enviada para outros continentes por meio de navios de carga.

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