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Dinheiro na poupança? | Você precisa saber disso para decidir se tira de lá

Dinheiro na poupança? | Você precisa saber disso para decidir se tira de lá

Muita gente fala que você precisa tirar o dinheiro da poupança, mas você ainda está com dúvidas? Para você decidir se tira ou não, existe um indicador para o qual você precisa olhar: a taxa básica de juros da economia, a Selic. A cada 45 dias, o Banco Central muda ou mantém essa taxa.

O que nem todo mundo sabe é que essa decisão não só deixa o dinheiro mais caro, como também mexe com a maioria dos investimentos que o brasileiro faz, como a poupança. Veja abaixo o que a taxa de juros tem a ver com o rendimento da caderneta, segundo explicaram as especialistas que estiveram no Guia do Investidor UOL, série de eventos gratuitos e quinzenais do UOL, para quem quer aprender a cuidar do próprio dinheiro.

A Selic afeta a rentabilidade da poupança

"As pessoas precisam entender que vai afetar, porque a poupança rende de acordo com a Selic, mas não 100% dela", afirmou Amanda Dias, jornalista, orientadora financeira e criadora do Grana Preta durante o encontro.

O rendimento da poupança hoje é de 70% dessa taxa, o que dá menos de 3% ao ano. Logo, o dinheiro parado na caderneta rende menos que a inflação, e o poupador perde poder de compra.

"Ele vai sempre pagar um pedágio de 30% e ganhar menos do que poderia com outra aplicação", disse IlanaBobrow, sócia-fundadora da Vitreo, que também participou do encontro.

A poupança já foi vantajosa

Há pouco menos de 10 anos, a poupança rendia praticamente o dobro do que rende hoje. Até que em maio de 2012, o governo mudou a regra da caderneta, que passou a acompanhar o desempenho dos juros. Sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a poupança vai render 70% da taxa.

"Antigamente você tinha uma taxa de juros de dois dígitos, então se você deixasse dinheiro em qualquer aplicação no banco, já ganhava bem. Agora os investidores começam a ir atrás de diversificação", disse Ilana.

O problema é que, mesmo com a mudança de regra, muita gente ainda insiste em deixar dinheiro na caderneta.

"As pessoas precisam se conscientizar que o dinheiro perde poder de compra no tempo, porque a gente vive em uma economia inflacionária", afirma a executiva.

Não é fácil aprender a lição

No canal Grana Preta, Amanda Dias dá orientação financeira para autônomos e microempreendedores de baixa renda. Ela diz que, com os juros mais baixos, é mais difícil fazer com que as pessoas saiam da poupança, mesmo com a caderneta rendendo menos.

"Com os juros mais altos, era mais fácil fazer esse apelo. Hoje em dia, quando a gente fala que a pessoa vai ganhar R$ 35 em um ano, ela não quer", disse Amanda.

Muita gente acaba se acomodando na poupança pela facilidade de acessá-la e resgatar dinheiro na hora que quiser. Além disso, segundo Amanda, os poupadores ainda têm dificuldades em calcular o impacto da inflação sobre o dinheiro aplicado.

"Há uma dificuldade em entender essa questão do custo de oportunidade. As pessoas não pensam em colocar dinheiro numa rentabilidade que vai superar a inflação. Elas só querem deixar em algum lugar porque no futuro pode acontecer alguma coisa que vai precisar daquele dinheiro", disse Amanda.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.