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Belo Horizonte | Operação mira suposto esquema de sonegação em loja de luxo

Belo Horizonte | Operação mira suposto esquema de sonegação em loja de luxo

Uma força tarefa formada pela Polícia Civil de Minas Gerais, Ministério Púbico, Receita Estadual e o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem econômica e Tributária (Caoet) deflagrou na manhã de hoje a operação 'Ponto Sem Nó', que investiga sonegação de impostos na loja de luxo Skazi, sediada em Belo Horizonte.

Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados à grife na capital mineira e em Nova Lima. Celulares, computadores e documentos foram apreendidos durante a ação. De acordo com as investigações, funcionários da empresa seriam responsáveis por "executar um esquema estruturado e contínuo de sonegação de ICMS na comercialização de roupas e acessórios de luxo, causando prejuízo milionário aos cofres públicos".

O esquema, segundo a Polícia Civil, consistia "na venda de mercadorias sem a emissão de nota fiscal ou colocando nos documentos valores abaixo daqueles realmente pagos pelos clientes", além de "separar o grupo econômico propositalmente em pequenas empresas, algumas em nomes de laranjas, com o objetivo de enquadramento no SIMPLES nacional, alcançando benefícios ilegais de pagamentos menores de tributos.

Segundo a delegada Karla Hermont, o papel de cada investigado na organização do suposto esquema ainda não está clara. "Pela investigação, temos a participação de um grupo, e das pessoas que a lideram, com a participação de laranjas. Mas ainda não conseguimos medir o que cada um fez na organização", disse.

Em nota, a Skazi afirmou ter recebido com "com surpresa a força-tarefa nas dependências de sua fábrica, em Belo Horizonte". A loja disse que"está colaborando com os órgãos competentes e se coloca à disposição da Justiça para o esclarecimento dos fatos."

A AMC Têxtil, que comprou a marca Skazi em novembro de 2019, reforçou que a transação foi feita "após as datas compreendidas na investigação da Operação Ponto Sem Nó". "Maiores esclarecimentos serão prestados posteriormente, se necessário", concluiu a empresa.