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'Amor não tem forma estética' | Casamento às Cegas: Camila Queiroz e Klebber Toledo querem versão gay

'Amor não tem forma estética' | Casamento às Cegas: Camila Queiroz e Klebber Toledo querem versão gay

Camila Queiroz e Klebber Toledo torcem por versão gay de Casamento às Cegas

 O casal de apresentadores Camila Queiroz e Klebber Toledo ao lado das cabines de encontro do reality 'Casamento às Cegas"
O casal de apresentadores Camila Queiroz e Klebber Toledo ao lado das cabines de encontro do reality 'Casamento às Cegas"
Alisson Louback / Netflix

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

21/09/2021 14h00

No ano passado, "Casamento às Cegas" virou um fenômeno na Netflix com a intenção de provar se o amor é mesmo cego, noivando duas pessoas antes que elas se vissem. No dia 6 de outubro, o Brasil ganhará sua própria versão do reality, comandado pelo casal Camila Queiroz e Klebber Toledo.

A ideia é simples, mas polêmica: homens e mulheres vão a encontros às cegas e decidem se pedir em casamento antes mesmo de se verem. Depois, eles se conhecem, curtem uma lua de mel e encaram a vida real juntos durante um mês antes do grande dia.

A aventura vale a pena?

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Se eu pudesse conhecer uma pessoa sem nada interferir, teria curiosidade de ir sim. Você não precisa estar com sua melhor roupa, seu melhor cabelo. Pode provar se você pode amar a pessoa pelo que ela é, seu jeito, como ela fala.

Klebber Toledo

Nada de ficção

Sem roteiros ou atores, a relação entre cada casal vai se construindo cheia de altos e baixos, por rumos que nem sempre eram os imaginados. Camila se empolgou torcendo pelo sucesso dos relacionamentos, mas confessa que ela e o público vão ter que lidar com muitas surpresas.

Acima de coragem, você tem que ter disponibilidade. Disponibilidade de dar a cara a tapa, abrir o peito, receber o amor que a pessoa pode dar. Ali no experimento, eles já pularam aquela etapa chata de dizer que sonha em casar, já que todos estão com aquela finalidade. É sedutor.

Camila Queiroz

Logo nos primeiros episódios, já vemos alguns casais muito diferentes se formando. Casais de classes sociais distintas ou então uma mulher dividida entre dois rapazes: um mais aventureiro e um com os pés no chão. Um misterioso iraniano também rouba a cena e discute a xenofobia no Brasil.

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Camila Queiroz e Klebber Toledo nos bastidores de 'Casamento às Cegas'
Imagem: Alisson Louback / Netflix

Acho que o público vai sentir muito do que sentimos. Não existe um roteiro para esses participantes, eles vivem intensamente. Até a fase da lua de mel, eles estavam isolados, sem celular, sem contato com o mundo externo. Muita coisa se transforma a partir da vida real. Isso altera a relação.

Camila

Teve muita coisa que a gente não esperava. Às vezes, seu amigo não aprova a pessoa que você escolheu. A gente não pode julgar, não podemos esquecer disso. Eles vão se casar e viver com aquela pessoa. Pequenas coisas se tornam gigantes.

Klebber

Diversidade

O elenco escolhido para a primeira temporada do programa é bastante diverso. Muitos participantes negros, de corpos muito diferentes, alguns com idade mais avançada, outros ainda bem jovens. Camila e Klebber esperam que essa mistura represente bem o Brasil.

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Tentamos deixar o mais natural possível. Espero que todos se sintam representados. Amor é para todo mundo.

Klebber Toledo

Mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido. Camila revela que, ao lado de Klebber, sugeriu à Netflix e à Endemol, produtoras do formato, uma nova temporada que também inclua casais homoafetivos.

Amor não tem forma estética. Somos tão diferentes, de tantas culturas, especialmente dentro do Brasil. Já apresentamos uma proposta com casais homossexuais, estamos planejando. Aí sim falaremos de amor de verdade.

Camila Queiroz