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Aliança: João, Bruno E Romero? PSDB pressiona e exige definição do PSD – Por Gildo Araújo

O que chamou atenção neste final de semana no cenário político da Paraíba foi o fato que depois da visita do governador do estado de São Paulo, João Doria, ao Estado da Paraíba, o grupo oposicionista (PSDB) parece ter determinado que o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, tome uma decisão política sobre se vai ser candidato ao governo pela oposição ou se realmente desistiu e está conversando com o grupo do governador João Azevedo.

A especulação sobre os avanços das conversas de João Azevedo aumentou ainda mais depois da reunião promovida por Romero com vários vereadores aliados para planejar o seu futuro na política que, inclusive, disse que iria tomar a sua decisão até o próximo mês de novembro. E foi justamente nesse encontro que Romero Rodrigues abriu parte do seu leque das conversas que vem tendo com os governistas, e entre elas, a possibilidade de que, caso seja eleito vice-governador ao lado de João Azevedo, vislumbra a chance de em março de 2026, com a desincompatibilização do governador João Azevedo do governo para uma outra candidatura, ele possa assumir o Palácio da Redenção e disputar uma reeleição, e quiçá seja isso que os tucanos não desejam.

A verdade é que este silêncio estratégico do ex-prefeito dá toda a conotação de que realmente esteja em uma negociação política com membros do governo que defendem a adesão do ex-prefeito campinense na composição da chapa do governador João Azevedo no próximo ano. A prova inconteste dessa pressão sobre Romero Rodrigues está no recente lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Cunha Lima ao Governo do Estado no próximo ano, onde já se sabe que o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) deverá ser candidato a deputado federal no lugar de Pedro Cunha Lima.

A propósito de todo esse imbróglio, a própria deputada Camila Toscano (PSDB), de forma perplexa, declarou à imprensa durante a visita de João Doria a Guarabira: “Eu não quero crer que Romero esteja fazendo esse movimento”. Será que essa pressão também não é advinda de conversas entre Veneziano, Pedro e Cássio Cunha Lima, e esqueceram de dizer a deputada Camila Toscano? Será que ela também acreditaria nisso?

Finalmente, toda essa celeuma que começa a agitar os partidos tem como pano de fundo a nova Lei eleitoral aprovada recentemente no Congresso Nacional que praticamente obrigou aos partidos uma fusão, o que definirá as estratégias eleitorais para o próximo ano, pois quem não realizar uma boa composição poderá perder representante tanto na Câmara Federal quanto no Senado da República.

Outro ponto que se deve ressaltar para o momento é que diante de todas essas desconfianças proporcionadas pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, abriu-se uma lacuna no jogo político de Campina Grande, a qual precisará ser preenchida pelo governador. Daí a abertura de diálogo entre o grupo do governador João Azevedo (Cidadania) com o ex-prefeito campinense Romero Rodrigues (PSD), tendo em vista que há uma evidência de rompimento do senador Veneziano com o sistema governamental, João Azevedo terá a obrigação de buscar um suporte eleitoral na cidade de Campina Grande, que é o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, e ninguém melhor do que Romero Rodrigues, que deixou a gestão municipal  com uma aceitação popular de quase 90% de aprovação, além de contar com as bênçãos do prefeito campinense, Bruno Cunha Lima que ultimamente tem dado algumas “tiradas” de encontros “casuais” com o governador João Azevedo. Aí tem coisa!

O fato é que no ano de 2022 teremos uma eleição atípica, em que os divergentes terão que se convergir se quiserem alcançar o Poder. Esse é um momento muito importante para o trabalho de assessoria, pois não pode errar nas articulações, já que qualquer vacilo poderá colocar o jogo a perder. E assim, para que tudo ocorra dentro das estratégias planejadas, é preciso que estejam vinte quatro horas antenados com as movimentações políticas de todos os lados e que, ao final, o adversário receba um “xeque-mate”.

No caso específico do governador, está aí a árdua missão dos secretários Nonato Bandeira e Ronaldo Guerra, dois exímios articuladores políticos que a Paraíba conhece. Eita que essas movimentações políticas ainda nos proporcionarão muita adrenalina. Quem viver, verá.