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Volante do América-MG sonha com vida melhor para a mãe e sucesso no futebol

Classificação e Jogos

Prosperar no futebol, tem uma carreira vitoriosa e melhorar a vida da família são desejos bem comuns entre os atletas que conseguem espaço em categorias de base nos clubes Brasil afora. Já privilegiados por passarem por enorme concorrência, os jogadores renovam seus planos a cada etapa cumprida nas canteras de norte a sul. O que não é diferente com Kevyn, volante de 19 anos, atualmente no time sub-20 do América-MG.

Na final do Campeonato Mineiro da categoria, sendo que o primeiro jogo contra o Cruzeiro terminou empatado em 1 a 1, Kevyn conversou com o UOL Esporte sobre os sonhos que tem com o esporte.

"Assim como qualquer clube grande, estar no América-MG é trabalhar dia após dia para conquistar meu espaço. No início, até conseguir a adaptação, foi difícil, mas hoje me vejo familiarizado com todos do clube. Sei que tenho a obrigação moral de evoluir para ganhar ainda mais a confiança da comissão técnica e também dos meus companheiros. Penso em um futuro breve estar no grupo profissional podendo ser referência para os mais novos e, como consequência, conquistar grandes coisas e me realizar profissionalmente dando uma boa condição de vida à minha família", comentou o jovem meio-campista.

Com a possibilidade de mais uma conquista na carreira, Kevyn, que foi titular na partida contra a Raposa e atuou os 90 minutos, exalta a importância do foco para a evolução na carreira e para a obtenção de resultados.

"Procuro sempre ter excelência como atleta, corrigindo erros e me policiando para a melhoria individual e coletivamente. Avalio este momento como sendo o mais importante de todos, então preciso fazer tudo de uma forma muito regrada. Não tenho espaço para erros. Espero que no futuro eu possa olhar para trás e ter a certeza de que valeu a pena todo sacrifício de hoje", disse o gaúcho, nascido em Porto Alegre.

Um dos líderes da equipe, exerce o papel de capitão. Por isso, sabe que precisa ser exemplo e ter maturidade para seguir com a carreira e atingir os tão sonhados objetivos.

"Exercer o papel de 'líder' aumenta ainda mais a minha responsabilidade enquanto atleta, mas no dia a dia, cada um do grupo participa com a sua parcela. Hoje tenho a consciência de que tenho essa incumbência de capitão e isso me dá a responsabilidade de agir com maturidade e ajudar nas variadas situações", comentou.

"Eu amo o que eu faço. Logo, sou chato e me cobro muito. Quando fazemos o nosso melhor, a tendência é colher o melhor resultado. Para chegar ao grupo principal tenho treinado forte e busco regularidade nos jogos, lutando muito em campo e aproveitando cada oportunidade. Estou em um clube que me incentiva e me possibilita a ter essa oportunidade de jogar. Ser capitão e ver meu time evoluir me faz ter mais força e fé para buscar mais esse objetivo: estar no time profissional no futuro e conquistar o meu espaço, se Deus quiser", completou.

Mesmo jovem, Kevyn já passou por clubes importantes do Rio Grande do Sul, como Grêmio e Internacional, e o Palmeiras antes de chegar ao Coelho.

"Eu tenho um relacionamento muito sério com o futebol. É o dom que Deus me deu e tenho que ter carinho com ele. Esse esporte é o que mais amo fazer na minha vida e sou muito grato por poder exercer profissionalmente essa atividade. Não sei o que seria sem o futebol", disse.

E essa relação com o futebol gera até uma brincadeira por parte do jogador. "Jogo bola desde o andador. Eu tinha cinco bolas de futebol em casa quando era pequeno e se tu me perguntaste qual outro presente eu queria, com certeza a resposta seria mais uma bola de futebol. Minha falecida avó dizia para os meus pais que me levaria para os treinos quando eu começasse a jogar na escolinha, mas infelizmente ela partiu quando eu tinha apenas dois anos e nove meses. Então, eu entro em campo sempre sabendo que ela está me assistindo lá de cima e com o objetivo de deixá-la orgulhosa", emocionou-se.

Apoio da mãe

Além da avó, personagem importante na vida de Kevyn, tias e a própria mãe também são porto seguros do jogador.

"Quem abraçou minha causa foi a minha mãe e minhas duas tias. Não sei o que eu seria sem elas e, graças a Deus, hoje eu posso dizer que tenho três mães muito presentes e que sempre lutaram e acreditaram em mim. Elas foram o meu alicerce quando ninguém acreditou e sempre me deram forças", conta.

"Desejo jogar muito e em alto nível e creio que esse é o sonho de toda a minha família, que sempre fica muito feliz por me ver fazer o que eu amo. Eles dizem que eu já era jogador profissional e espero colher muitos frutos e compartilhar com todos eles", finaliza.