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Roger aponta "erros técnicos" em 1ª derrota do Fluminense no Brasileiro

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O técnico Roger Machado acredita que os erros técnicos de seus jogadores foram determinantes para o primeiro insucesso do Fluminense no Campeonato Brasileiro. Em uma jornada pouco inspirada, o Tricolor perdeu por 1 a 0 para o Atlético-GO, hoje (23), e caiu duas posições na tabela de classificação.

"Nós corrigimos os erros táticos, mas cometemos erros técnicos em demasia, sobretudo nos cinco minutos que antecederam ao gol de escanteio. Nós retomávamos a bola e errávamos novamente, entregando a bola ao adversário, até o escanteio que resultou no gol", afirmou Roger após o tropeço em Goiânia.

O duelo contra o Atlético-GO teve poucas chances de gol por parte do Tricolor. Na metade final do segundo tempo, o Fluminense foi amplamente dominado e viu o adversário perder duas boas oportunidades de marcar. O gol decisivo veio, então, em uma jogada pelo alto, com Nathan Silva, após cruzamento da direita.

Roger reclamou principalmente da postura do Fluminense quando tinha a posse de bola. Para o treinador, seus jogadores encontraram dificuldade para sair da marcação do Atlético-GO e não conseguiu criar boas chances de gol.

"A gente jogou pouco, variou pouco. Os encaixes de marcação do adversário impediram que a gente criasse oportunidades contundentes, embora a gente tenha criado algumas, mas não suficiente para sair com uma vitória que seria importante. Hoje foi um dia em que a gente não atuou bem principalmente no que diz respeito a criar situações claras de gol."

Ocupando o oitavo lugar, com nove pontos, o Fluminense tentará a recuperação no próximo domingo (27), quando encara o Corinthians em São Januário. Para essa partida, o Tricolor deve ter o retorno do lateral esquerdo Egídio e o atacante Caio Paulista, que foram poupados hoje por desgaste físico.

Confira mais declarações de Roger sobre a partida:

Ausência de Caio Paulista e falta de pressão

"Não vi falta de combatividade. Na amostragem que tive do campo, nós fomos combativos, lutamos pela posse de bola, mas não encaixamos o jogo da maneira que gostaríamos. Houve erros depois das retomadas, na tomada de decisão, de escolher a melhor jogada, o companheiro mais desmarcado, contra um time que recompõe muito rápido, que tem jogadores que restringem os espaços o mais rápido possível. O que faltou foi acelerar mais a troca de passe, procurar alternativa quando o adversário marcou bem. Não vi pela falta de combatividade e nem pela ausência do Caio (Paulista). O Kayky tem uma característica diferente do Caio, muda um pouco a dinâmica, mas não atribuo à ausência dele (Caio Paulista), não."

Sequência de jogos que atrapalha

"A sequência vai pesar para todos. Hoje a gente optou por colocar o Danilo no lugar do Egídio, que estava indo para sua 11ª partida. E o Caio, que não conseguiu se recuperar completamente do jogo (passado) para que a gente mandasse a campo aqueles que estavam em melhor condição. Obviamente que a sequência de jogos vai nos tirar competitividade. Os maus momentos tecnicamente vão acontecer e podem estar associados à sequência dos jogos. Não gosto de descontextualizar, de tirar o adversário da avaliação. Ele se propôs a marcar nossas virtudes e fez bem durante a maior parte do tempo. Procuramos as variações, mas acima de tudo fazer bem o que vem fazendo. Não dá para, a todo momento de dificuldade, trocar a forma de jogar porque não está encaixando. É melhor fazer bem o que a gente fez até agora, não necessariamente trocar. O time tem característica marcante, com defesa sólida e procurar o gol pela eficiência. E quando ela não acontece, vai ter mais dificuldade de vencer."

Fred e Nenê por muito tempo em campo

"Afirmar que a permanência de Fred e Nenê nos fez perder competitividade é uma informação incompleta. Porque foi justamente depois de eles saírem que a gente sofreu mais, com a entrada dos jogadores descansados. Foi depois das substituições que o Atlético conseguiu reverter o controle da partida que tínhamos. Dentro dessa lógica, a permanência deles no campo poderia continuar da forma como a gente estava controlando o jogo. Foi depois dessas trocas que nós perdemos o controle em função de erros técnicos, muito mais que táticos."