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Reportagem: Olhar Olímpico - Campeonato Africano é suspenso após Ruanda usar 4 brasileiras irregulares

A seleção de Ruanda foi desclassificada do Campeonato Africano Feminino de Vôlei, que está acontecendo exatamente neste pequeno país da África Oriental. A equipe jogou a primeira fase com quatro jogadoras brasileiras que não cumpriram as exigências da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para se naturalizarem. Desde a punição, o torneio não foi retomado e a imprensa local diz que os dirigentes do vôlei estão sendo expulsos do país.

O time de Ruanda é treinado por um brasileiro, Paulo de Tarso, que seria o responsável por levar quatro brasileiras para defenderem aquela equipe: Aline Siqueira (oposta de 34 anos que estava em Israel) e Bianca Moreira Gomes (ponteira de 41 anos com mais de 20 clubes do mundo todo no currículo), Mariana da Silva (levantadora) e Tainá Caroline (central de 28 anos).

Com esses reforços, a seleção de Ruanda, que só jogara duas vezes o Campeonato Africano, ficando sempre nas últimas colocações, conseguiu uma inédita classificação às semifinais, com duas vitórias nos primeiros dois jogos, ante Marrocos e Nigéria. Aline e Bianca, as duas profissionais brasileiras, foram as melhores pontuadoras das mesmas partidas.

Após a derrota, o técnico da Nigéria, Samuel Ajayi, apresentou uma denúncia de que as brasileiras haviam sido escaladas de forma irregular. De acordo com o site ACL Sports, da Nigéria, depois disso ele recebeu ligações ameaçadoras no hotel onde está hospedado em Kigali, capital de Ruanda.

Anteontem (16), pouco antes do início do duelo entre Ruanda e Senegal, pela última rodada da fase de classificação, o jogo foi adiado pela Federação Africana, que recebeu da FIVB a decisão da suspensão de toda a seleção de Ruanda, pela utilização de quatro jogadoras brasileiras que não cumpriram as normas internacionais de mudança de nacionalidade esportiva.

Organizador do torneio, porém, o Ministério dos Esportes de Ruanda respondeu suspendendo o torneio, que até agora não foi retomado. Para os donos da casa, ou Ruanda joga, ou não tem campeonato. De acordo com o jornalista Jahdeau Dukuze, que se apresenta como secretário geral do sindicato de jornalistas esportivos do país, Ruanda deu 24 horas para os oficiais da Federação Africana deixarem o país.