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Quem é Mazepin, o piloto russo que foi grosseiro com Mariana Becker

O piloto Nikita Mazepin, da equipe Haas, voltou a ser o centro das atenções após ser grosseiro com a jornalista brasileira Mariana Becker, do BandSports, após a participação do piloto russo no treino classificatório para o GP da Emilia-Romagna de Fórmula 1, na manhã de hoje (17), no circuito de Ímola.

Mazepin foi questionado por Mariana sobre um fato que aconteceu no Q1 do treino classificatório, em que ele acabou atrapalhando uma volta rápida do italiano Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo.

Porém, o russo não reconheceu o erro e foi grosseiro com a repórter: "Eu acho que eu o ultrapassei". Minutos antes, Giovinazzi havia reclamado à Mariana sobre a atitude do rival.

Não é a primeira vez que Mazepin revolta os espectadores de automobilismo. Em 2016, ele foi banido por uma corrida depois de dar um soco no piloto britânico Callum llott, quando os dois estavam na F3.

Seus comentários nas redes sociais também causaram polêmica. Ele deu os "parabéns" pelo "aniversário" da Covid-19, se referindo ao primeiro caso registrado. E quando um fã lhe pediu ajuda pois estava recebendo xingamentos de cunho racista de outros seguidores do piloto, o russo respondeu: "o mundo é assim".

No final do ano passado, ele publicou um vídeo apalpando os seios de uma modelo que é sua amiga dentro de um carro. Ela, ao afastar a mão do russo, mostra o dedo do meio. A Haas se manifestou dizendo que "não tolerava o comportamento" do russo, mas manteve ele na equipe.

Nos treinos livres do Bahrein, na estreia da F-1, Nikita chamou a atenção por rodas por duas vezes na classificação e acabou batendo o carro na primeira volta. O russo demonstrou um semblante muito tranquilo antes da corrida e a colunista do UOL, Julianne Cerasoli, o questionou sobre a tranquilidade e ele respondeu: "Não tenho nada com que me preocupar".

Isso se deve ao fato de Mazepin ser filho de Dmitry Mazepin, bilionário russo do setor de energia e mineração, com atuação em diversas empresas. Sua fortuna é calculada em mais de 7 bilhões de dólares. Esse investimento dos Mazepin é visto como fundamental para a sobrevivência da Haas, uma vez que seu dono, Gene Haas, já disse que pretende vender o time que fundou em 2015.

Estima-se que o investimento de Dmitry na equipe é de mais de 20 milhões de dólares — o que seria equivalente a pouco mais de um quinto de todo o orçamento — ou seja, de certa forma a Haas precisa do dinheiro russo. Sendo assim, mesmo após tantas polêmicas, Nikita está bem seguro em relação à sua vaga na F-1.