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Por que Michael Owen e David Beckham não se deram bem no Real Madrid

O ano era 2004 e o Real Madrid reinava absoluto no mercado da bola do futebol mundial. Apostando em jovens talentos, o clube contratava o inglês Michael Owen, que brilhara no Liverpool, para ser a segunda estrela britânica do elenco; David Beckham já fazia parte da equipe merengue.

Seria lógico assumir que, sendo os únicos egressos da Terra da Rainha no time, Owen e Beckham se aproximariam dentro e fora de campo. Mas isso não aconteceu. A parceria nunca se materializou, Owen não se firmou no time e, um ano depois, foi jogar pelo Newcastle United. O que aconteceu?

"No momento em que nos encontramos juntos, no Real Madrid, David e eu tínhamos ainda menos em comum do que já havíamos tido", explica Owen na autobiografia dele, "Reboot". "Eu não gostava de usar os equipamentos da moda e circular entre os socialites. Nunca estive inserido no círculo de amigos do David".

A distância entre os jogadores pode ainda ter tido ecos de outro episódio conflituoso: a expulsão de Beckham na partida entre Inglaterra e Argentina, pela Copa do Mundo de 1998. Os britânicos acabaram cedendo empate e perdendo o jogo na decisão de pênaltis.

"Sabendo quão sortudo um jogador tem de ser para aparecer em uma Copa do Mundo, sem falar em mais de uma, eu estaria mentindo se não dissesse que o que David fez naquele dia não decepcionou cada pessoa da seleção inglesa", afirma Owen.

Nem só de mágoas vive o ex-atacante do Liverpool, Real Madrid, Newcastle United e Manchester United. Ele ainda oferece alguma simpatia ao antigo colega de campo: "David merecia o abuso que aguentou depois [da expulsão]? Claro que não. Que humano precisa ver sua imagem sendo queimada?", questiona.