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O choro de Luciano: atacante sente lesão pela quinta vez em sete meses

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O choro de Luciano ao ser substituído no clássico contra o Santos, ontem (20), na Vila Belmiro, expõe uma preocupação no São Paulo: a sequência de lesões que seu principal atacante vem sofrendo desde o fim do ano passado. Em sete meses, é a quinta vez que o Tricolor corre risco de ficar sem seu principal goleador.

Desde seu último tratamento, Luciano não ficou mais do que um mês intacto. Na última lesão, o atacante voltou a atuar no segundo jogo da final do Campeonato Paulista e fez um dos gols da vitória do São Paulo sobre o Palmeiras por 2 a 0. Depois disso, participou dos cinco jogos tricolores no Brasileirão e de um na Copa do Brasil.

Vinte e oito dias depois, não conseguiu nem terminar o primeiro tempo na derrota por 2 a 0 para o Santos. Ao ser lançado pela direita, se machucou no início de disputa de bola com Luan Peres. Colocou a mão na parte de trás da coxa direita e se atirou no gramado. Voltou, ficou mais três minutos em campo no sacrifício e foi substituído aos prantos.

Luciano chegou ao São Paulo em agosto do ano passado em uma troca por Everton, do Grêmio. Logo, se tornou peça importante no time que era comandado por Fernando Diniz. Nas primeiras 23 partidas, ele ficou fora apenas de uma, contra o Atlético-GO, por suspensão.

No dia 13 de dezembro, no entanto, veio o primeiro problema com a camisa tricolor. Contra o Corinthians, na Neo Química Arena, o São Paulo perdeu por 1 a 0 e viu Luciano se lesionar justamente na reta final da temporada. Um estiramento muscular o tirou do confronto direto com o Atlético-MG.

Recuperado, enfrentou o Grêmio na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil e o Fluminense pelo Brasileirão. Com uma inflamação na perna esquerda, voltou a ser problema e perdeu quatro jogos consecutivos. O primeiro deles foi a volta contra o Grêmio, e o empate sem gols eliminou o time paulista da competição.

Depois, ficou fora da série que representou o declínio do São Paulo no Brasileirão -derrotas para Red Bull Bragantino e Santos e empate com o Athletico-PR. Foram 25 dias de tratamento até retornar na histórica goleada que o Tricolor sofreu por 5 a 1 para o Internacional no Morumbi. E participou normalmente dos últimos sete jogos da temporada 2020.

Na temporada 2021, seu primeiro problema apareceu em 12 de abril, contra o Red Bull Bragantino. Ele sentiu dores no músculo adutor, mas não causou grande preocupação. Ficou fora de uma partida -contra o Guarani-, quando o técnico Hernán Crespo havia decidido dar folga a seus principais atletas.

Voltou a frequentar o departamento médico após o primeiro jogo contra o Racing na fase de grupos da Libertadores, em 6 de maio. Ficou fora por três partidas, entre elas a das quartas de final do Campeonato Paulista, contra a Ferroviária. Encarou o Mirassol na semifinal, mas sentiu dores e tornou a ser desfalque no primeiro jogo da decisão estadual contra o Palmeiras. Ficou apto para a volta e estava intacto até o encontro de ontem contra o Santos.

Caso Luciano precise se ausentar por mais algumas partidas, para substituí-lo, o técnico Hernán Crespo pode estudar a possibilidade de montar uma dupla de ataque com Eder e Pablo, mas perderia em mobilidade. O argentino confia tanto na movimentação de Luciano que já o escalou como meia de ligação durante a temporada. O caminho mais provável seria a escalação de Rojas ou Rigoni para ter um homem de velocidade ao lado de um atacante mais centralizado.