Esportes

Lisca quer mais atenção ao futebol e menos à doideira

Atualmente no América-MG, Lisca pediu mais atenção a seus trabalhos do que ao rótulo de "doido". Em entrevista ao "Aqui com Benja", do Fox Sports, o treinador afirmou que o apelido nasceu naturalmente, mas que, muitas vezes, mascara seus bons trabalhos.

"Incomoda. Já estou trabalhando há muito tempo e, muitas vezes, as pessoas levam só para o folclore e acabam não falando do futebol, das minhas equipes, do que eu apresento. Nunca tive a intensão de fazer marketing, foi tudo de coração. Nada foi pensado, foi tudo natural. É uma coisa que aconteceu naturalmente", disse o treinador em programa exibido nesta madrugada.

O comandante recordou sua saída do Paraná, em 2017, e acredita que seu relacionamento com a torcida culminou em sua demissão. Sobre a acusação de agressão a um auxiliar, o treinador voltou a alegar inocência, e não descarta processar os envolvidos.

"Já tiveram dois clubes que eu saí por causa disso (ciúmes). No primeiro momento é muito legal, todo mundo aproveita, mas depois que consegue o objetivo e vira o ano, têm muitas pessoas que se incomodam com o brilho de uma pessoa, com o reconhecimento do trabalho. No Paraná, aconteceu isso. Depois que o estádio cantou o meu nome, uma pessoa comandou todo um processo para me fritar. Inventaram uma história cabulosa e acabei perdendo um grande trabalho. Ter esse reconhecimento acabou acarretando na minha saída do clube", lembrou Lisca.

"Falaram que eu tinha agredido um auxiliar. A gente teve audiência esse ano, a gente fez o acordo, não fui demitido por justa causa. Não houve agressão. Recebi tudo que tinha para receber, com juros e correções. Estou decidindo se vou processar essas pessoas ou não, pelo lado pessoal, por difamação e calúnia. Foi uma coisa que me incomodou muito", completou.

Ciúmes dos 'gringos'

Para Lisca, os técnicos brasileiros têm ciúmes dos estrangeiros. Exaltando o trabalho multicampeão de Jorge Jesus no Flamengo, o comandante do América-MG acredita que os gringos são "diferentes" de seus compatriotas.

No entanto, Lisca admitiu que no treinadores nacionais têm uma preocupação maior com a manutenção do cargo do que os estrangeiros.

"Tem (ciúme) demais. Tá louco! Os caras têm conteúdo para caramba. Olha o que o Jesus fez ano passado. Eu concordo que é difícil arriscar um pouco mais, porque o treinador brasileiro fica muito mais preocupado em segurar emprego do que arriscar uma nova maneira de jogar. Hoje, no futebol brasileiro, ninguém quer se expor. O que os gringos têm de vantagem? Eles vêm com um contrato bem amarrado, multa enorme, então, tem liberdade para fazer as coisas. Eles têm um respaldo enorme, e podem arriscar. Não vou dizer que não melhores, mas diferentes", analisou.