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Chuva alaga estádio e deixa jogadores do Paduano ilhados no interior do RJ

As fortes chuvas que atingem a cidade de Santo Antônio de Pádua, na região noroeste do Estado do Rio de Janeiro, na divisa com Minas Gerais, elevaram o nível do rio Pomba e deixaram embaixo d'água o estádio e a sede do Paduano, time que disputa a terceira divisão do Campeonato Carioca. Segundo Márcio Barros, presidente e gestor de futebol do clube, 22 jogadores da base, que moram no alojamento do clube, estão ilhados no local.

"Os meninos estão em segurança porque o alojamento fica embaixo da arquibancada, no segundo andar. Afetou muito a parte debaixo. É difícil eles saírem do estádio por causa do volume da água, até pela própria segurança deles, de tomar um choque ou pegar uma doença, como leptospirose... Então a gente blindou eles lá em cima", contou Barros ao UOL.

Estádio do Paduano, na região noroeste do Rio de Janeiro, ficou embaixo d'água - Arquivo pessoal/Marcio Barros - Arquivo pessoal/Marcio Barros
Estádio do Paduano, na região noroeste do Rio de Janeiro, ficou embaixo d'água
Imagem: Arquivo pessoal/Marcio Barros

Segundo presidente, um bote está levando comida aos jogadores, que têm entre 17 e 20 anos e são de outros estados. "Eles estão com toda a estrutura, estão se alimentando. A única dificuldade é que eles não conseguem sair de lá porque é muita água que tem dentro e fora do estádio."

Márcio Barros diz que a expectativa é que em até quatro dias, o volume de água baixe para que seja realizado um mutirão de limpeza no clube.

Desde o fim de semana, a região sofre com as fortes chuvas, mas somente nesta segunda-feira, o clube começou a sentir os reflexos: o campo ficou alagado e os treinos foram suspensos. Durante a noite, o volume de água aumentou, e estádio ficou debaixo d´água.

O presidente disse que o time estava se treinando para uma competição das categorias sub-17 e sub-20 no Espírito Santo preparatória para o Carioca sub-20, que acontece em maio. A chuva atrapalhou um pouco os planos, mas a participação do Paduano está garantida.

"Nós vamos manter, apesar de ter perdido esses dias sem treinar porque não tivemos condições, mas a programação está mantida. Ao invés de viajar na sexta, a gente viaja na segunda. E a gente acredita que em três, quatro dias a gente consiga fazer a limpeza do clube para voltar a normalidade do dia a dia", finalizou Barros.