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"Cabeça não está boa depois da eliminação para o Grêmio", admite Juanfran

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Juanfran concedeu entrevista coletiva após a goleada por 5 a 1 sofrida pelo São Paulo para o Internacional, em jogo da 31ª rodada do Brasileirão. Mesmo depois de o time perder a liderança para o adversário, ficando dois pontos atrás na tabela de classificação, o lateral direito disse que o grupo sentiu a eliminação para o Grêmio na semifinal da Copa do Brasil. Apesar disso, afirmou que confia na conquista do Campeonato Brasileiro.

Ele admitiu que não conseguirá dormir após a goleada sofrida para o Colorado em pleno Morumbi, reconheceu que o elenco sente até hoje a eliminação para o Grêmio na semifinal da Copa do Brasil e reforçou que ainda acredita na conquista do Brasileirão.

"Hoje foi uma noite dura para todos, para os jogadores, para todo o clube, para os torcedores. Você falou de fracasso, mas a gente não fracassou ainda no Campeonato Brasileiro. Faltam sete jogos ainda, amanhã falaram tudo mal de nós, dos jogadores e do treinador. Eu acredito mais que nunca no clube e no treinador, no clube. São momentos complicados. Foi um jogo muito ruim de tudo, a cabeça não está boa depois da eliminação para o Grêmio. É o mesmo que acontece quando você perde um familiar, tem um momento ruim na vida pessoal, na vida profissional, falo de coração, hoje não vou dormir, o treinador não vai dormir, o torcedor não vai dormir", afirmou.

"É difícil ficar positivo, estamos esperançosos, faltam sete jogos. Haverá tempo de falar mal, mas quando terminar o Brasileirão. Agora é momento de estar junto. Não vou abaixar a cabeça. Se tenho que abaixar a cabeça é para olhar o escudo do São Paulo. Vamos deixar a vida daqui até o final. Temos tempo de ganhar jogos", acrescentou.

Juanfran ainda descartou que haja algum problema entre elenco e comissão técnica de Fernando Diniz. O lateral direito também fez elogios à gestão de Julio Casares, que ainda não viu a equipe ganhar após tomar posse como presidente.

"Não sei se você entende muito bem, mas esse time está trabalhando muito, pensando em ganhar os jogos, sair campeão. Nossa comissão técnica, nosso presidente, depois os torcedores dizem se acreditam ou não. Eu sigo acreditando, sigo pensando que podemos recuperar essa situação. É tudo cabeça, porque a gente corre, a gente trabalha. A gente está cometendo erros durante o jogo, durante a temporada. Estamos seguros e seguimos acreditando. A palavra-chave agora é acreditar e eu sigo acreditando na comissão técnica e nos jogadores", comentou.

"Em nada [atrapalha o novo mandatário], o presidente novo que temos, estamos contentes com eles, estamos felizes com a nova diretoria, estão somando, estão juntos. Isso é desculpa de time pequeno, temos que apoiar mais que nunca entre nós, entre os jogadores, com o técnico. Vamos melhorar, o time vai ter uma sequência boa, com vitória, vamos lutar até o final. Não vou me render, não vou deixar de dar o melhor de mim, a minha vida pelo São Paulo. Meus companheiros e parceiros vão dar o melhor de si. Isso que você [repórter] falou, não tem nada. As pessoas novas estão somando o melhor para o clube", concluiu.

Confira, abaixo, outros trechos da entrevista coletiva de Juanfran após o revés para o Internacional:

Sequência no São Paulo ao fim do contrato, em fevereiro: "Tive ofertas para sair de outros clubes e decidi ficar aqui até o final. Saindo campeão ou não, vou ficar orgulhoso de vestir essa camiseta. Daqui até o final, vou dar o melhor para o São Paulo. Não era o melhor para mim ficar esses dois meses mais, porque vai acabar em fevereiro e vou ficar sem time. Não sei se São Paulo vai querer renovar ou vai querer mais de mim. Eu poderia ir embora agora e não fui. Se quiserem falar mal de mim ou não, podem falar. Sigo acreditando que vou sair campeão com o São Paulo. Poderia ir embora, sair e não ficar nessa situação ruim que estamos agora, porque estamos em uma situação ruim. A minha postura daqui até o final vai ser a mesma. Jogando bem ou não, vou deixar a minha vida para sair campeão com o time. Eu sigo acreditando nesse time".

Peso para conquistar o título: "O peso existe, essa é a realidade. Cada jogador, da sua casa, em cada treinamento, tem que tirar esse peso o máximo possível. Não é responsabilidade só dos meninos de Cotia ou dos experientes, com 35, 36 anos. É normal que a gente se cobre, a gente tem que controlar mais esse peso, toda essa energia negativa que existe de muitos anos atrás por não conseguir nenhuma taça. É um peso para nós, para nossas famílias, que estão sofrendo em casa. A gente tem que controlar esse peso, esse peso existe, é uma realidade. Toda pessoa que jogou futebol sabe que existe esse peso. Agora, toda a pressão já foi embora, porque não estamos mais na liderança. Estou mais convencido que nunca que, se ganharmos no sábado, teremos uma perspectiva diferente. Esse peso existe, a gente tem que controlar esse peso. A gente vai controlar esse daqui até o final".