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Bottas comemora pole no GP do Brasil: "Estratégia funcionou perfeitamente"

Campeão da sprint, Valtteri Bottas, da Mercedes, disse ao fim da corrida que a estratégia da equipe funcionou. O piloto entrou em cena com pneus macios, específicos para ultrapassagens. Bottas conseguiu ultrapassar Max Verstappen, da Red Bull, já na largada. Mesmo com o desgaste dos pneus ao fim da prova, o piloto da Mercedes conseguiu segurar a posição.

"Nós sabíamos que o pneu macio seria um benefício para o início e funcionou. Tudo para tentar sobreviver até o fim. Estou feliz que funcionou perfeitamente", disse Bottas a Felipe Massa ao fim da prova.

Com a desclassificação de Hamilton, Valtteri Bottas se tornou esperança da Mercedes para o sprint. Apesar de ter se apresentado pouco combativo nas últimas corridas, não dificultando para Verstappen quando necessário, ele foi imprescindível para a classificatória deste sábado.

Verstappen começou com pneu médio. Logo nas primeiras voltas, acionou a equipe e avisou que sentiu um problema na sincronia das marchas. A Red Bull o tranquilizou ao dizer que a questão se resolveria sozinha.

Lewis Hamilton foi desclassificado por irregularidade na asa móvel e começou a sprint na 20ª posição. O piloto, entretanto, fez ultrapassagens impressionantes e, em 24 voltas, ganhou 15 posições. Hamilton terminou a corrida em quinto.

Hamilton duplamente penalizado

Lewis Hamilton foi punido pela FIA com a eliminação da sessão classificatória. A decisão foi divulgada nesta tarde, depois do segundo treino livre, e foi resultado de uma investigação da federação na asa móvel do carro de Hamilton.

A possibilidade de infração foi apontada na noite de sexta-feira (13). Essa não é a única penalização sofrida por Lewis Hamilton. Na corrida de domingo (14), ainda, o piloto perderá cinco posições no grid de largada do GP de São Paulo no domingo (14). Como chegou em quinto no sprint deste sábado, o piloto inglês largará na décima posição.

A penalização aconteceu porque Hamilton precisou trocar o motor de combustão de sua Mercedes. De acordo com a coluna Pole Position, do UOL, a equipe acreditava que já tinha resolvido o problema no motor, mas viu uma queda na pressão da água durante o GP do México — onde Hamilton terminou na 2ª posição — e que não tinha resolvido o problema.

No final de outubro, o chefe da equipe alemã, Toto Wolff, avaliou uma possível troca de motor como um risco calculado. "É uma decisão que não tomamos ainda, mas temos de avaliar o risco. Ir para o sexto motor no caso de Valtteri não é algo que fizemos por escolha", disse.