Esportes

Andre Rocha - Palmeiras firme na rota da tríplice coroa. Corinthians paga pela empolgação

Andre Rocha - Palmeiras firme na rota da tríplice coroa. Corinthians paga pela empolgação

Os grandes momentos do Corinthians de Vagner Mancini em jogos contra os favoritos ao título, como nas vitórias sobre Internacional e São Paulo e o empate sem gols com o Grêmio com dois homens a menos, todos em Itaquera, tiveram em comum a proposta reativa.

Linhas recuadas, organização defensiva, muita pressão no adversário com a bola e rápidas transições ofensivas. Nas três partidas, a ausência de Jô forçou a escalação de um quarteto ofensivo veloz que potencializava a ideia com espaços para correr.

Mas antes do dérbi no Allianz Parque houve um marco aparente de mudança de patamar: os 5 a 0 contra o Fluminense na Neo Química Arena. Considerando que o time carioca também briga pelo G-6, o futebol envolvente, combinando a inteligência de Cazares com o trabalho de pivô de Jô e força pela direita, com Fagner ganhando a companhia de Gustavo "Mosquito" Silva dando profundidade às ações ofensivas, consolidou a meta de ir atrás das fases preliminares da Libertadores..

Tudo isso foi levado para o clássico contra o Palmeiras. Acrescentando o jogo aéreo, problema do rival especialmente na volta contra o River Plate, sem Gustavo Gómez. E criou dificuldades, com Jô levando vantagem pelo alto e Gil cabeceando na trave esquerda de Weverton. Empolgação natural pela chance de vencer o rival e avanço instintivo das linhas.

Pagou caro contra o time de Abel Ferreira, que adora espaços para seu estilo de jogo vertical e objetivo. Com Luiz Adriano atacando a profundidade, Willian Bigode circulando a partir da esquerda, Raphael Veiga achando espaços generosos às costas de Gabriel e Cantillo e Gabriel Menino voando em todo corredor pela direita, com Mayke, substituto do suspenso Marcos Rocha, mais fixo na marcação.

Veiga recebeu com liberdade e abriu o placar. No contragolpe, falha de Fabio Santos e gol de Luiz Adriano. Na volta do intervalo, mesmo roteiro e outro do meia central do 4-2-3-1 alviverde que finaliza muito bem e voltou a render depois de uma nítida queda física. Em outra falha, desta vez do volante Gabriel, outro de Luiz Adriano.

4 a 0 que poderia ter virado goleada histórica com as chances perdidas, a manutenção do desempenho mesmo com as substituições, ressaltando novamente o elenco homogêneo, e a vantagem numérica com a expulsão de Gabriel. Terminou com 55% de posse (86% de efetividade nos passes), 15 finalizações a dez - oito a quatro no alvo.

Mas serviu para mostrar que o Palmeiras ainda pisa firme em temporada que pode ser épica, sem precedentes. Finalista da Copa do Brasil e da Libertadores e muito vivo no Brasileiro - sem contar o título paulista depois de 12 anos, vencendo esse mesmo Corinthians na decisão. Na época comandado por Tiago Nunes.

Agora, Mancini sofre sua pior derrota, considerando a rivalidade. Em um jogo que lembrou o maior placar: 5 a 1 impostos pelo Flamengo em Itaquera. Com o time alvinegro pecando novamente ao encarar uma equipe mais qualificada de peito aberto. O Palmeiras faz tudo parecer possível superando oponentes e adversidades com incrível capacidade de competir. Quem não respeitar vai pagar.

(Estatísticas: SofaScore)