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Agüero estreia, Coutinho marca e Barcelona vira contra o Valencia

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O Barcelona levou um susto com um gol relâmpago, mas conseguiu virar e vencer o Valencia por 2 a 1 nesta tarde de domingo, em jogo pelo Campeonato Espanhol. Em dia de estreia de Agüero e gol de Philippe Coutinho, a equipe da casa viu o Valencia sair na frente com Gayà, mas virou ainda no primeiro tempo com Ansu Fati e Memphis Depay. Nos acréscimos, o brasileiro liquidou a partida.

O resultado deixou o Barça com 15 pontos na sétima colocação, a cinco da Real Sociedad, atual líder, e a dois do Real e Atlético de Madrid. A vitória veio em um momento de bastante questionamento para Ronald Koeman, que ainda terá pela frente o Dínamo de Kiev (quarta, pela Champions) e o clássico contra o Real, no domingo. Com a derrota, o Valencia fica com 12 pontos e dormirá na nona colocação.

O melhor: personalidade de Fati impressiona

Ansu Fati mostrou porque já é uma referência aos 18 anos no Barcelona. O 10 proporcionou a dinâmica que o time precisava para ser perigoso no ataque sem sentir o peso da camisa ou da pouca idade.

Quem foi mal: Guillamón vira vítima da marcação do Barça

Guillamón atuou praticamente sozinho na construção das jogadas atrás do meio-campo. O volante não fez uma partida ruim, mas acabou sobrecarregado pela marcação alta do Barcelona em alguns momentos, perdendo muitas bolas e, consequentemente, deixando os zagueiros em situações complicadas.

Agüero faz sua estreia

Pela primeira vez na temporada, Kum Aguero foi relacionado para uma partida do Barça. Com a camisa 19, ele começou no banco e entrou nos últimos sete minutos de jogo. Pouco tempo, mas o suficiente para animar o torcedor quando pegou na bola.

Barcelona mostra poder de reação em virada

A fase não é lá das melhores e o susto foi grande no início do jogo. Mas o Barça soube ter paciência para não se desesperar diante de um Valencia que estava pronto para se fechar em campo. Para isso, usou a movimentação e a troca de passes rápidos para virar o jogo. Primeiro na parede que Memphis fez para Ansu Fati finalizar colocado. Depois, na triangulação de Depay, Alba e Fati, que terminou na marcação do pênalti. No segundo tempo, o jogo ficou aberto, com o Valencia novamente equilibrando as forças, mas Philippe Coutinho saiu do banco para aproveitar a cochilada da zaga e dar o alívio que a torcida esperava.

Valencia não aproveita vantagem inicial

O golaço de Gayà no início foi o cenário ideal que o Valencia esperava para atuar mais trancado em campo. Mas o time não conseguiu cozinhar o Barça como gostaria. Apesar dos números equilibrados, a equipe sentiu mais o golpe ao levar o gol, o que não aconteceu com seu adversário. Somente no segundo tempo os visitantes voltaram a construir chances para voltar a marcar. Primeiro, a trave tirou o gol de Soler. Depois, Ter Stegen fez uma defesa incrível com o antebraço e impediu Gonçalo Guedes de levar pelo menos um pontinho para o Valencia. No fim, a equipe ainda deixou Coutinho totalmente livre na área e amargou o terceiro gol.

Cronologia da partida

Gayà abriu o placar aos 4 minuntos de jogo ao soltar uma bomba de fora da área sem chances para Ter Stegen. Em outro golaço, o Barça respondeu rápido com Ansu Fati, aos 12, em um tapa com curva da entrada da área. Aos 40, Memphis Depay converteu o pênalti sofrido por Ansu Fati e virou o jogo. Na etapa final, Coutinho fechou a conta com um gol aos 39 minutos, depois de ficar totalmente livre dentro da pequena área.

FICHA TÉCNICA
BARCELONA 3x1 VALENCIA

Motivo: 9ª rodada do Campeonato Espanhol
Data/Hora: 17/10/2021, às 16h
Local: Camp Nou, em Barcelona (BAR)
GOLS: Gayà, 4 min 1ºT (0-1); Ansu Fati, 12 min 1ºT (1-1); Memphis Depay, 40 min 1ºT (2-1); Philippe Coutinho, 39 min 2ºT (3-1)
Cartões amarelos: Gavi, Busquets (BAR), Gayà, Foulquier, MaxiGómez (VAL)
Cartão vermelho: Não teve.

BARCELONA: Ter Stegen; Sergi Roberto (Mingueza), Eric García, Piqué e Alba; Busquets, Frenkie de Jong e Gavi (Nicolás González); Dest (Agüero), Ansu Fati (Philippe Coutinho) e Memphis Depay. Técnico: Ronald Koeman.

VALENCIA: Cilessen; Foulquier (Yunus Musah), Gabriel Paulista, Diakhaby e Gayà; Guillamón (Manu Vallejo), Wass, Soler, Duro (Marcos André), Gonçalo Guedes (Denis Cheryshev); Maxi Gómez (Hélder Costa). Técnico: Pepe Brodalás.