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ZÉ MARANHÃO, O PILOTO – Por Padre Albeni

ZÉ MARANHÃO, O PILOTO – Por Padre Albeni

Um jovem vindo do interior, da Cidade Araruna, no estado da Paraíba, que sonhava em voar alto, este é JOSÉ MARANHÃO, que aos 18 anos já era piloto de avião. Aos 21 anos, em 1954, se elege deputado estadual liderando politicamente as cidades de Araruna, Tacima, Cacimba de Dentro, Riachão, Dona Inês, entre outras do Curimatau e Brejo paraibano.

O filho do empresário Benjamim Maranhão, que exportava agave para a Europa, entra na política partidária e mostra grande desenvoltura, construindo perspectivas e pontificando como líder nato a partir de suas bases. Com perfil modesto e cortês no trato pessoal, ZÉ Maranhão carregava consigo um jeito moderado e sereno no plenário da Assembleia Legislativa, e logo passou a integrar seleto grupo de experientes raposas como Clóvis Bezerra, José Fernandes de Lima, Wilson Braga, Raimundo Ásfora, José Gayoso, Ronaldo Cunha Lima e muitos outros. Nessa época a ALPB era formada por 40 deputados estaduais.

ZÉ Maranhão ocupou todos os níveis da cena política paraibana, começando como deputado estadual, em seguida deputado federal, depois vice-governador, e finalmente chegando ao cargo de governador, sendo o único que governou por três vezes a Paraíba. O Zé de Bêja, Zé dos candeeiros, Zé das obras, Zé dos ginásios, Zé do MDB e Zé de muitos outros. Está na história como um político isento de escândalos, portanto uma referência moral e de integridade.

Zé Maranhão dá exemplos de um marido dedicado, companheiro da desembargadora Fátima Bezerra, e pai presente na criação e convivência com filhos e netos. Um irmão carinhoso e um tio amigo.

O “mestre de obras” também é expert em administrar crises e conflitos no volátil ambiente político. Sempre equilibrado e com um enorme lastro de vivacidade, sabe esperar a hora certa para empreender uma ação, ainda que o silêncio também seja estratégico. Nesses 67 anos de atuação política, esteve em todos os palanques, com o mesmo jeito de ser: amigo e nunca deixou se embriagar pelo poder.

Hoje o nosso Zé passa por momentos delicados no leito de um hospital, e cabe a todos nós, de qualquer segmento religioso, pedir a Deus a recuperação Eu tenho o privilégio de conviver com o Senador Zé Maranhão há muitos anos, como amigo e como jornalista, rogo a Deus pela volta dele ao nosso convívio e a atividade que ele escolheu para ser útil.