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Karol Conká: "um esforço enorme para sentir graça de viver"

Karol Conká:

Karol Conká está prestes a protagonizar um documentário, produzido logo após a sua eliminação do Big Brother Brasil, e que estará disponível nesta quinta-feira (29), no Globoplay. A cantora participou do programa Saia Justa, exibido no GNT, e apresentado por Astrid Fontenelle, Pitty, Mônica Martelli e Gaby Amarantos. A roda de conversa ainda contava com a filósofa Djamila Ribeiro e o tema do bate-papo era a rejeição.

Ninguém melhor do que a rapper curitibana para falar sobre o assunto. Karol bateu todos os recordes de rejeição ao ser eliminada do reality show com mais de 99% dos votos. Suas atitudes, principalmente uma perseguição psicológica ao ator Lucas Penteado, deixaram o público da atração global chocados.

Durante o programa exibido na televisão paga, a ex-BBB explicou como está lidando com a rejeição e com os traumas da eliminação 2 meses após a sua retirada do reality. Em um primeiro momento, questionada por Astrid, a artista relembrou episódios de sua infância e fez uma autoanálise. “Não é fácil lidar com a rejeição. Eu já havia encarado a rejeição quando era mais nova e com isso eu acabei criando cascas, uma espécie de armadura, para me defender quando me sentia vulnerável. Depois que eu virei Karol Conká, artista, essa rejeição ficou mais afastada (…) Quando eu entrei no BBB, eu acabei expondo uma camada, uma fragilidade, um comportamento muito feio”.

Karol revelou que demorou alguns dias para sentir a proporção que suas atitudes dentro do reality tiveram e como elas afetaram a sua imagem e relação com amigos e colegas de trabalho. “Assim que eu sai da casa, eu demorei muitos dias para ter noção de todas as minhas atitudes. Muitas coisas que eu fiz e falei me deixaram muito envergonhada, decepcionada. É muito ruim a sensação de decepcionar milhões de pessoas, amigos, pessoas queridas, pessoas que eu admiro”, disse a rapper.

Eu tinha uma noção dos meus erros, mas eu ainda não tinha uma noção da proporção, então, conforme os dias foram passando, eu fui tomando mais noção do que tinha acontecido e fui muito. Eu cai em uma tristeza tão profunda, que eu só queria sumir. A rejeição ela é tão dolorosa, até mesmo para aquelas pessoas que se dizem fortes nas músicas.

E para quem imaginou que ela estaria totalmente diferente no documentário filmado após sua eliminação, se enganou. Conká contou que, em alguns momentos, ela ainda se projetou com soberba. “Estou em um momento de reflexão bem profunda. No doc, foram 20 e poucos dias me acompanhando, recente a minha saída da casa, então ainda é possível ver, no doc, eu montada na soberba como uma forma de disfarçar a dor que eu estava sentindo por causar uma turbulência”, contou a artista.

Apesar do cancelamento, Karol conta que a pior parte foi encarar ela mesma após o confinamento. “Comigo mesma foi mais amarga. Eu estou em um processo de entender de me perdoar, de entender que já passou, que o que aconteceu, já aconteceu. Não posso contribuir para uma cultura com a qual eu não concordo. Quando eu notei, estava me cancelando também”, completou.